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“Fantasma da Magnitsky”: Trump está de olho no julgamento de Moraes no STF

Portal CM7

September 15, 2026

Brasil – O futuro do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de uma sessão histórica da Corte nesta terça-feira (15), sob o monitoramento atento do governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Enquanto o plenário decide se abre uma investigação contra...

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Brasil, o futuro do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal STF, está no centro de uma sessão histórica da Corte nesta terça-feira 15, sob o monitoramento atento do governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

Enquanto o plenário decide se abre uma investigação contra o magistrado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vercaro, autoridades americanas avaliam a retomada iminente das sanções da lei global Magnitsky contra morais e seus familiares. Em contrapartida, o ministro apresentou uma defesa contundente, classificando as acusações como uma farsa e denunciando uma suposta interferência estrangeira para prejudicar as eleições presidenciais de 2026 As informações foram apuradas por Mariana Sanches do Wall, Joyce Brito, da Gazeta do Povo, e Felipe de Paula e Fausto Macedo do Estadão.

A crise no STF e as mensagens vazadas A tensão no Supremo foi deflagrada por um pedido do ministro André Mendonça, que tornou públicas supostas mensagens obtidas pela Polícia Federal. Segundo os diálogos, o ex-banqueiro preso, Daniel Vorcaro, teria pedido a Morais orientações e informações sobre processos judiciais e policiais sigilosos. O caso ganha ainda mais gravidade pelo fato de que, no mesmo período das mensagens, o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa de Morais, fechou um contrato multimilionário com Vorcaro. O julgamento que ocorre hoje define se Morais passará formalmente à condição de investigado. A defesa de Morais, interferência estrangeira. Antecipando-se ao julgamento, Alexandre de Morais entregou à presidência do STF uma manifestação de 44 páginas. No documento, o ministro nega qualquer irregularidade e ataca duramente o relatório da Polícia Federal, o qual classifica como imprestável, farsa e fruto de vingança político eleitoral. Morais sustenta que os metadados do arquivo comprovam que o relatório, feito em um prazo impossível de 72 horas, não foi produzido pela PF, mas sim por um órgão externo, provavelmente estrangeiro. Ele denuncia a quebra da cadeia de custódia e a inserção de arquivos falsos nos sistemas da polícia. O ministro vai além e sugere que o recente afastamento do diretor da PF, Andrei Rodrigues, supostamente comemorado por autoridades internacionais, ocorreu justamente para abafar a investigação sobre a origem externa do documento. Para morais, trata-se de uma clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, visando incriminá-lo por sua atuação contra tentativas de golpe de Estado. A ameaça real da lei Magnitsky, o desenrolar da sessão em Brasília, ditará os próximos passos de Washington. O Departamento de Tesouro do ZEURA e o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, consideram válido o processo que já havia punido morais em 2025 Basta um aval de Rubio para que a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros, OFAC, reativasse imediatamente os bloqueios financeiros e as restrições contra o ministro, sua esposa e o escritório do casal.

Há ainda a possibilidade de estender o mecanismo para outros ministros da corte, como Flávio Dino e Gilmar Mendes. A pressão externa ganha reforço com a viagem do ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro, e do comentarista político Paulo Figueiredo, a Washington, nesta quarta-feira, 16 Segundo fontes americanas, os encontros da dupla têm potencial para acelerar as punições. O tabuleiro eleitoral de 2026

A possível retomada das sanções ocorre em um momento delicado da política nacional, com pesquisas indicando o senador Flávio Bolsonaro, PL, numericamente à frente do presidente Lula, PT, nas simulações de segundo turno. Apesar de a diplomacia americana afirmar que a volta da Magnitsky seria fruto de um recálculo de prioridades e não de motivação eleitoral, os Essoá monitoram o cenário de perto. Uma pesquisa contratada pelo governo Trump revelou que o eleitorado brasileiro não veria as sanções como interferência externa nem as vincularia a Flávio Bolsonaro, aliviando os temores da Casa Branca. Atualmente, a administração republicana divide-se entre alas que defendem apoio aberto a Flávio Bolsonaro, já recebido por Trump, Joe DeVance e Marco Rubio, e aquelas que preferem a cautela para não fechar portas com o eventual quarto governo Lula. Enquanto isso, a pressão sobre o STF cresce também no legislativo brasileiro. A oposição no Senado, liderada por Rogério Marinho, articula mudanças regimentais para retirar das mãos do presidente do Senado, David Alcolumbre, o poder exclusivo de barrar pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte, permitindo a abertura de processos com o apoio de 49 senadores.

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