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ESPECIAL ELEIÇÕES: como resolver os gargalos da Saúde no país?

O Assunto

September 15, 2026

Convidado: Ardilhes Moreira, editor de Saúde, Ciência, Educação e Meio Ambiente no g1. Por um lado, a saúde pública brasileira é motivo de orgulho. O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo e, de acordo com Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, é um exemplo para os outros países.

Speakers Natuza Nery, Ardilhes Moreira, Júlio Croda, José Gomes Temporão, Lígia Bahia, Renato Kfouri, Leonardo Carnut

TopicsNews

Natuza Nery (0:02)

Por um lado, a saúde pública brasileira é motivo de orgulho. O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo e, de acordo com o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, é um exemplo para todos os países. Mas quem usa e depende do SUS sabe que a realidade impõe muitas, muitas barreiras para acessar atendimento médico e hospitalar de qualidade. Um levantamento feito pelo jornal O Globo, em 2025, mostra que a fila de espera para consultas dura, em média, 57 dias. Isso varia de estado para estado, claro, mas pode chegar a até 170 dias. E mesmo a vacinação, que já foi motivo de orgulho nacional, teve uma queda expressiva durante a pandemia de covid e está à reboque de uma onda de desinformação. Ou seja, o que a gente vê é um país com um enorme potencial de cuidar dos seus cidadãos, mas que está longe de conseguir isso. Neste episódio, vamos explicar as ideias e as propostas dos candidatos à presidência da República para enfrentar esses desafios na saúde pública a partir de 2027

Este é o quarto episódio de uma série sobre alguns dos temas mais relevantes desta eleição. Da Redação do G1, eu sou a Natuzan Eri e o assunto hoje é Um Brasil para 2027 Como resolver os gargalos da saúde no país? Neste episódio, eu converso com Ardiles Moreira, editor de saúde, ciência, educação e meio ambiente do G1.

Você também vai ouvir comentários de especialistas que conversaram com a nossa produtora, Stephanie Nascimento. São eles, José Gormes Temporão, Júlio Croda, Leonardo Carnucci, Lígia Bahia, Renato Kifuri.

Adilis, eu quero a tua ajuda para analisar os gargalos da saúde pública no Brasil e começar pelo acesso ao SUS, que é um tema muito importante. E aí, depois que o paciente passa pela atenção básica e precisa de um especialista, de um exame, de um procedimento, é aí que a coisa pega mais. O que os candidatos à Presidência da República estão propondo para enfrentar esse problema?

Ardilhes Moreira (2:45)

A maioria dos candidatos, quando a gente pergunta, quando a gente olha para os programas e fala o que que eles estão propondo para solucionar filas no atendimento de armário, agendamento de consultas, exames, de alguma forma, eles abordam uma coisa que a gente chama de atenção básica. O que é atenção básica? É a porta de entrada no SUS. É o atendimento que é feito nas unidades básicas saúde, pelas equipes da saúde de família.

E essa é, vamos dizer assim, o único jeito da pessoa ter acesso ao rol de procedimentos que o SUS pode oferecer para ela. Ela não vai direto num especialista, ela não vai direto no hospital, exceto no caso de uma emergência. Então, no dia a dia, ele precisa passar por esse espaço, que é a atenção básica, que é a UBS. E de alguma forma, os candidatos abordam isso, que é reforçar e ampliar o total de equipes que atendem nessa etapa do SUS. Isso é citado pelo Lula, pelo Flávio, pelo Cury, pelo Caíado, por exemplo. E o programa de Lula vai lá e fala diretamente das equipes de saúde de família e aponta a necessidade, inclusive, de aumentar equipes multiprofissionais para focar numa população que está envelhecendo com velocidade. O Caíado também vai no detalhe. Ele cita que é preciso reforçar essa estratégia, que a gente está falando da saúde da família, e diz uma coisa que é bastante típica do SUSE, que é o coração da operação do SUSE, que é preciso reforçar o vínculo dos médicos com o território. Ele quer que cada cidadão no território seja acompanhado por um médico do programa de saúde da família. O ideal é que num programa de saúde da família, cada equipe responda por entre duas e três mil pessoas, de acordo com o tamanho dessa cidade, onde ele está. Isso tem alguns parâmetros, né? E ele precisa, então, acompanhar num ciclo anual cada uma dessas famílias, dessas pessoas que estão. O Zema também fala de um reforço dessa estratégia, mas, de modo geral, esse é um tema que entra, é importante, os candidatos citam, mas é algo que não é tão abrangente, ou que aparece tanto quando o assunto é fila e atendimento, quanto tecnologia. Se, por um lado, nem todos citam os agentes na ponta, todos falam na importância da tecnologia e da digitalização do SUS para melhorar o acesso. E a inteligência artificial é uma das tecnologias bem citadas aí.

Júlio Croda (5:01)

A primeira coisa que chama a atenção quando a gente lê os seis planos de governo lado a lado, é que eles convergem no que diz respeito a esse acesso.

Natuza Nery (5:14)

Você escuta Júlio Crota, médico-sanitarista e pesquisador da Fiocruz.

Júlio Croda (5:18)

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