‘Escândalo’: Mensagens de lobista amiga de Lulinha citam “Aero Lula”, voos da FAB e acesso à sala do presidente; veja vídeo
Portal CM7
September 21, 2026
Brasil – Mensagens de WhatsApp atribuídas à lobista Roberta Luchsinger indicam que ela teria utilizado voos da Força Aérea Brasileira (FAB), frequentado dependências do Palácio do Planalto e estado ao menos uma vez na residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 24 de março de 2...
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Brasil. Mensagens de WhatsApp atribuídas a lobista Roberta Lutzinger indicam que ela teria utilizado voos da Força Aérea Brasileira, FAB, frequentado dependências do Palácio do Planalto e estado ao menos uma vez na residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 24 de março de 2023, Lutzinger enviou uma mensagem à mãe, afirmando que havia viajado para Brasília no chamado Aero Lula.
Veja, Prints, fomos de Aero Lula para Brasília, Herx. Escreveu, a mãe perguntou se seria o avião do presidente e Lutzinger respondeu confirmando a referência. Na sequência, a lobista enviou uma fotografia feita dentro do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional ao fundo. Registros oficiais de acesso ao prédio, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, Lai, mostram que Lutzinger entrou no Planalto em 22 de março de 2023, às 15h37. A mensagem também foi registrada em áudio, ouça, credis metropolis, declaração de Lula. Em sabatina realizada pela TV Globo, em 27 de agosto, Lula afirmou que não conhecia Roberta Lutzinger e disse que nunca havia conversado com ela. Na ocasião, também a chamou de pilantra. As mensagens às quais a reportagem teve acesso, porém, fazem referências a supostos encontros e deslocamentos relacionados ao presidente. Em um áudio enviado a uma assessora do governo da Bahia, em 1 de novembro de 2023, Lutzinger afirmou que viajaria de FAB e que estaria acompanhada do filho do presidente Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a lobista, o embarque seria realizado pela base aérea e não por um voo comercial convencional.
Viajem à Suíça Em 21 de fevereiro de 2024, Lutzinger também afirmou a um cliente de sua empresa de consultoria que estava voltando de FAB após uma viagem relacionada a uma reunião da ONU. Naquele período, ela esteve na Suíça acompanhada das filhas de Lulinha e da família dele.
O grupo chegou a Genebra em um voo direto de São Paulo em 4 de fevereiro. A viagem de volta estava prevista para o dia 17
Lutsinger esteve na sede da ONU em Genebra, mas, ao menos no retorno da Europa para o Brasil, utilizou um voo comercial da TAP. Referências a Lula como pai do Fábio. Em outra conversa, enviada a uma advogada identificada como Dror Camila, em 11 de junho de 2025, Lutsinger escreveu que estava no palácio e que se encontrava na sala do pai do Fábio. A expressão aparece em outras mensagens atribuídas à Lobista, nas quais ela se refere a Lula dessa maneira.
Em conversa com o advogado de São Paulo, Lutsinger também afirmou ter estado com Lula e Fábio Luiz. Segundo a mensagem, ela teria encontrado os dois durante uma visita relacionada a compromissos do presidente. Em 21 de outubro de 2023, Lutsinger mencionou novamente uma idá ao local por ocasião do aniversário de Lula, celebrado em 27 de outubro. Poucos dias depois, em 25 de outubro, ela enviou a um contato salvo como Gustavo Oliveira a mensagem de que ainda estava na casa do pai do Fábio. Mensagens após queda de Lula A referência voltou a aparecer em 22 de outubro de 2024, quando Lutsinger afirmou a um contato identificado como Magalhães, que anteciparia uma viagem para Brasília por causa do pai do Fábio. Na conversa, ela mencionou ainda que Lula havia sofrido uma queda durante o banho. O episódio citado ocorreu de fato em 19 de outubro de 2024, quando Lula sofreu uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada e precisou receber atendimento médico. Investigações no STF. As relações entre Roberta Luxinger, Fábio Luiz Lula da Silva e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INS, são investigadas em inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência e de uso de relações com integrantes do governo para tentar viabilizar negócios no Ministério da Saúde. Mensagens obtidas durante as investigações também mostram luxo. Luxinger apresentando Lulinha como seu sócio em conversas com terceiros, embora não exista, formalmente, uma empresa registrada em sociedade entre os dois. Em depoimento à Polícia Federal, realizado em maio de 2026, ela teria classificado a relação com Fábio Luiz como uma amizade e negado ter realizado repasses financeiros a ele. Outro eixo das investigações envolve a Cannabis World, empresa de medicamentos à base de cannabis ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, além de tentativas de negócios com órgãos do governo federal. A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades e afirma que ele não participou de reuniões nem influenciou decisões governamentais. Com informações de metropolis.com
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