“95% dos especialistas ficam apenas em Manaus”: Médico desabafa sobre demora de atendimento no interior do Amazonas; veja vídeo
Portal CM7
September 29, 2026
Amazonas – A concentração de médicos especialistas em Manaus e a dificuldade de acesso a atendimentos de saúde no interior do Estado foram apontadas como problemas que afetam diretamente os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em um vídeo publicado nas redes sociais, um profissional d...
Speakers Jonathan Valeriano
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Jonathan Valeriano (0:00)
Amazonas, a concentração de médicos especialistas em Manaus e a dificuldade de acesso a atendimentos de saúde no interior do estado, foram apontadas como problemas que afetam diretamente os usuários do Sistema Único de Saúde. Em um vídeo publicado nas redes sociais, um profissional da área questiona a distribuição dos especialistas e relata longos períodos de espera por exames, laudos e procedimentos. Segundo os dados apresentados pelo autor da gravação, o médico Jonathan Valeriano, o Amazonas conta com 3.472 médicos especialistas, mas cerca de 95% deles estariam concentrados na capital. O vídeo também afirma que, em uma comparação com estados de população semelhante, o Amazonas aparece na última posição em quantidade de especialistas. Os números não foram acompanhados na gravação da indicação da fonte utilizada. Veja o vídeo. O profissional destaca que a concentração de médicos em Manaus dificulta o atendimento de moradores de municípios do interior, especialmente de regiões distantes, como o Alto Solimões. Ele cita como exemplo pessoas que precisam percorrer longas distâncias em busca de consultas e tratamentos especializados. O vídeo aponta espera de até 508 dias por atendimento. Durante a gravação, o profissional apresenta exemplos de prazos de espera, que, segundo ele, são enfrentados por pacientes do SUS no Amazonas. 102 dias para a realização de um exame de imagem. 143 dias entre a perda da visão e a possibilidade de voltar a enxergar. 80 dias para a liberação de um laudo necessário à realização de quimioterapia ou cirurgia.
508 dias para que uma mãe atípica tenha um laudo reconhecido por um neurologista e possa dar entrada em um benefício. Os períodos foram mencionados pelo autor do vídeo, que não detalhou a origem dos dados, nem identificou os serviços ou pacientes relacionados a cada situação.
Profissionais podem deixar o serviço público, afirma o autor. O vídeo também questiona quais mecanismos o governo do Amazonas oferece para atrair e manter médicos especialistas no estado. Na avaliação do profissional, a falta de condições para estabelecer uma carreira pode levar médicos a migrar para a rede privada ou para grandes centros das regiões Sul e Sudeste. Ele ressalta que essa mudança nem sempre ocorre por falta de identificação com o Amazonas, mas pela necessidade de melhores condições econômicas e profissionais.
Ao final, o autor critica a desigualdade no acesso à saúde e afirma que autoridades têm condições de recorrer à rede privada em Manaus ou buscar atendimento em outros estados, enquanto moradores do interior dependem dos serviços públicos disponíveis em suas regiões.
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