BICICLETINHA
Não Inviabilize
October 12, 2026
Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!
Speakers Priscila Armani, Déia Freitas, Priscila, Beatriz
TopicsComedy FictionFiction
Priscila Armani (0:00)
Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.
Déia Freitas (0:08)
Oi gente, cheguei, cheguei para mais um picolé de limão. E hoje eu não estou sozinha, meu público. Quem está aqui comigo hoje é o Instituto Sou da Paz. Quanta história já passou por aqui em que a violência mudou completamente a vida de alguém. Já teve história de assalto, histórias de mulheres passando por violência dentro da própria casa. Muita história onde o que parecia ser um bom relacionamento foi se transformando em medo. O Instituto Sou da Paz e a campanha Vote Pela Paz, incentiva você a olhar para quem tem propostas de verdade para melhorar nossa segurança, garantir acolhimento humanizado, as mulheres vítimas de violência. É, obviamente, para prevenir desfechos fatais aí, né? Ampliar também as delegacias da mulher 24 horas, retirar armas de agressores e fortalecer medidas de proteção para quem está em risco. Também é preciso investigar as redes por trás de roubos e furtos, chegar a quem comanda, financia e lucra com o crime organizado. Também retirar armas ilegais de circulação e investir em polícias mais bem preparadas para proteger a população. Você já observou isso no seu candidato? Seu candidato tem só discurso de impacto ou ele tem realmente propostas capazes de melhorar de verdade a nossa segurança? Para saber mais sobre a campanha Vote Pela Paz, siga o Sol da Paz nas redes sociais, clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio.
votepelapaz.org E hoje eu vou contar para vocês a história da Solange. Então vamos lá, vamos da história. Solange é casada com o Décio. O casamento é ótimo e eles têm dois filhos pequenos. Décio trabalha numa empresa pequena, numa rede pequena de mercados. Solange, como tem os dois filhos pequenos, trabalha em casa, vende bolo, doces, muito bem. E eles moram numa cidade muito pequena. Ela consegue vender para outras cidades, para padarias. O pessoal vem na cidade dela. Vamos botar um nome na cidade dela, Poneizinho. O pessoal vem para Poneizinho para comprar os doces da Solange. Mas Solange e Décio têm uma questão.
Décio continua bancando a família dele.
E tem certas coisas que Solange me falou, Andréia, eu já desisti. Então, se ele quer trabalhar mais para poder bancar a família dele, então que banque? Aos poucos eles foram construindo uma casa deles, foram fazendo as coisas devagar. Se não tivesse tantos familiares pedindo dinheiro, da parte do Décio ali, as coisas estavam bem mais fáceis.
Nessa discussão de, ah, faz pela família, não faz pela família, Décio estipulou ali um mínimo. Ele paga água e luz dos pais, os pais têm a casinha deles lá, faz ali a compra do mês para os pais, que trabalham no mercado, né? Então, muita coisa também eles conseguem, os funcionários do mercado conseguem desconto de coisa que está quase vencendo, tal. O pai recebe aposentadoria, tem uma aposentadoria lá de dois salários mínimos. A mãe dele recebe outra aposentadoria de um salário mínimo, só que o que os pais fazem? Pegam esse dinheiro e acabam passando um pouco para os irmãos que não gostam de trabalhar, os irmãos do Décio.
Um bebe, o outro apostou em bebe. Sabe essas coisas? Família, gente, família.
Soland, tem um ranço maior do pai do Décio. Tudo que ele quer, ele vai no Décio. O Décio tem mais quatro irmãos, mas tudo é o Décio. E aí ele fica...
SPEAKER_3 (4:22)
Ah, era meu sonho.
Déia Freitas (4:24)
Tudo era o sonho dele, tudo ele quer, sabe? E o Décio fica ali, meio que desesperado, de fazer os gostos do pai.
Dessa vez, o velhote e pai do Décio tinham um sonho. Eu sou a pessoa antes de sonho. Chegou um dia lá...
SPEAKER_3 (4:42)
Era meu sonho ter uma bicicleta elétrica.
Déia Freitas (4:47)
Onde eles moram é mais perto ali do miolo da cidade, mas o pai do Décio mora mais um pouco para a área rural. Então, uma bicicleta elétrica ajudaria, sim, o pai do Décio.
Só que ele ganha dois salários mínimos e a bicicleta elétrica custava R$6 mil, fazendo em 12 parcelas sem juros. Doze parcelas de R$500. O próprio pai, organizado ali, podia comprar. Mas o que ele falou para o Décio?
SPEAKER_3 (5:17)
Décio, tira para mim o seu cartão e todo mês eu te dou os R$500.
Déia Freitas (5:24)
Solante falou para o Décio.
SPEAKER_4 (5:25)
Décio, não faça. Seu pai está com o nome limpo. Ele vai lá na Casa Sponei e ele mesmo tira no carnê.
SPEAKER_3 (5:31)
Não, porque o carnê parece que tem uns...
SPEAKER_4 (5:32)
Mas é coisa de R$10, R$15.
Deixa ele. Em vez de pagar R$500 no cartão, ele vai pagar R$515 no carnê. Está bom para ele?
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