#120 É Possível Se Apaixonar Pelo Trabalho
Vou Te Mandar um Áudio
September 16, 2026
Às vezes, a afinidade com o trabalho não aparece no começo. Ela surge com o tempo, quando você ganha domínio, entende melhor o que está fazendo e percebe que aquilo que entrega realmente faz diferença. Não é preciso se encantar por cada tarefa para se sentir realizado profissionalmente.
Speakers Cristina Junqueira
TopicsBusiness
Cristina Junqueira (0:00)
Outro dia, me perguntaram na caixinha se dá para se apaixonar por alguma coisa que você não gosta necessariamente de fazer, que você só está fazendo para ganhar dinheiro, para sustentar.
E eu falei que absolutamente sim, que com certeza dá. É engraçado porque as pessoas normalmente querem fazer o caminho contrário. Elas querem falar assim, não, eu preciso descobrir o que eu gosto, principalmente adolescente, né? Acho que em algum momento a minha geração fez meio uma lavagem cerebral, que você precisa descobrir o que você gosta com a sua vocação para você descobrir o que você vai trabalhar. As pessoas ficam perdidas porque elas começam a trabalhar e aí elas veem as coisas chatas do trabalho e falam assim, hum, é porque eu não gosto disso daqui, eu escolhi errado, entendeu? Aí elas querem ficar escolhendo de novo, de novo, de novo, até elas acharem um negócio que elas vão gostar, vão gostar de fazer tudo. Nossa, tá tudo errado, gente. Tá tudo errado nesse pensamento. Primeiro, que eu já falei 20 vezes, 20, nada, já devo ter falado mais de 100, que trabalho não é isso não, gente. Trabalho não é, ah, nossa, preciso achar que é coisa que eu amo, aí eu vou amar trabalhar todos os dias, vai ter coisa chata, vai ter sapo para engolir, vai ter coisa que você não quer fazer. Eu cansei de falar isso, já. Se o trabalho fosse bom assim, a gente paga, era que nem cinema, a gente pagava ingresso para trabalhar, mas não é, a gente é pago. Se a gente é pago, é porque não é um negócio que a gente faria assim, ai, meu Deus, que delícia, deixa eu ali, fazer... Não, tá? Então, vamos já partir do princípio que a gente entende, tem outros episódios que eu falo sobre isso, tem uma porção de vídeos que eu falo sobre isso, vamos partir do princípio, então, que entendemos que trabalho não é para ser aquela coisa delícia, gostosinha, que a gente faz com uma delícia, não, é para fazer a coisa que a gente vai ser pargo para fazer, isso que é o trabalho. Então, partindo desse princípio que a gente vai trabalhar para ser útil e para ganhar dinheiro, porque todo mundo tem conta para pagar, todo mundo precisa sustentar, é daí que a gente vai partir. O que eu queria que vocês entendessem? Que dá perfeitamente para você descobrir algo que você não ama, mas que você faz bem, ou que você é capaz, ou seria capaz de fazer bem, e você fazer isso, porque isso é um negócio que te dá uma renda, que isso é um negócio que te gera trabalho, ou que pode ser um emprego. E você, à medida que você executa isso bem, e que você vai ficando cada vez melhor, e que você tem um reconhecimento profissional no seu trabalho, no que você está fazendo por isso, você vai gostar, porque é muito gostoso a gente ter esse tipo de retorno sobre o que a gente faz. Então esse é o pulo do gato. Não é a gente trabalhar com o que a gente gosta, é a gente gostar do nosso trabalho. E o gostar vem da gente fazer algo que é útil, que gera valor para as outras pessoas, e a gente fazer isso tão bem que a gente é reconhecido por isso. As pessoas agradecem o nosso trabalho, elas valorizam o nosso trabalho, a gente vê que a gente está progredindo no sentido de ficar cada vez melhor, a gente sente que a gente está ficando mais eficiente, que as coisas que a gente está fazendo estão cada vez mais bem feitas, que isso está ajudando cada vez mais pessoas, que isso importa e agrega valor para várias pessoas. Isso é muito satisfatório. E é daí que vem a gente passar a gostar do que a gente faz, até o ponto de se apaixonar. Perfeitamente possível. Perfeitamente possível.
Só que as pessoas param cinco passos antes, entendeu? Elas nem sequer consideram essa hipótese de começar a fazer um negócio que elas não amem. Então, turma, vamos focar nisso? Vamos focar em fazer o que a gente faz bem, cada vez melhor, cada vez de uma maneira que impacte mais pessoas, de uma maneira que tenha visibilidade e ajude as pessoas a reconhecerem o valor que você está agregando. E isso vai te trazer satisfação, isso vai te trazer realização, e isso vai fazer você gostar do seu trabalho. Ah, Cris, e aí nesse momento só vai ter coisa boa? Não, vai continuar tendo um monte de coisa chata. Um monte de coisa chata. Só que as coisas boas vão ajudar a compensar as coisas chatas, entendeu? Quanto a gente vai gostar de se sentir útil, de ver valor no que a gente está fazendo, de ver que os outros veem valor no que a gente está fazendo, esse é o combustível para a gente encarar as coisas chatas.
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