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Vitória da ciência nacional: Fiocruz conclui tecnologia de medicamento vital contra o HIV para o SUS

Portal CM7

July 15, 2026

Brasil - A Fundação Oswaldo Cruz concluiu a etapa de transferência de tecnologia necessária para produzir, em território nacional, o dolutegravir, um dos medicamentos mais importantes no tratamento do HIV. Atualmente, mais de 770 mil pessoas utilizam o antirretroviral no Brasil por meio do Sist...
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Brasil. A Fundação Oswaldo Cruz concluiu a etapa de transferência de tecnologia necessária para produzir em território nacional o dolo Tegravir, um dos medicamentos mais importantes no tratamento do HIV. Atualmente, mais de 770 mil pessoas utilizam o antirretroviral no Brasil por meio do Sistema Único de Saúde. O avanço representa um passo importante para ampliar a autonomia do país na fabricação de medicamentos estratégicos e reduzir a dependência de fornecedores externos. A produção ficará sob responsabilidade do Instituto de Tecnologia em Fármacos, o Farmanguinhos, unidade da Fiocruz.
O Dolutegravir foi desenvolvido pela Vive Healthcare, empresa especializada em prevenção e tratamento do HIV ligada à GSK. Em 2020, foi firmado um acordo para que a tecnologia fosse incorporada gradualmente pela Fiocruz.
Desde então, o Instituto passou por adaptações estruturais, comprou equipamentos, capacitou profissionais e organizou as etapas técnicas, regulatórias e operacionais necessárias para assumir a fabricação.
Produção aguarda a autorização da Anvisa. Três lotes do medicamento já foram produzidos e validados pelo Farmanguinhos. O fornecimento ao SUS, porém, ainda depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Enquanto isso, a Fiocruz continua trabalhando na validação da metodologia utilizada para analisar o ingrediente farmacêutico ativo, componente essencial para garantir a qualidade e a segurança do remédio. Desde 2022, o Instituto já participa da distribuição do Dolutegravir ao SUS, embora os medicamentos ainda sejam fabricados em unidades da GSK. Nesse período, mais de 739 milhões de comprimidos foram disponibilizados à rede pública. Em 2025, o Farmanguinhos também passou a realizar análises laboratoriais de controle de qualidade do produto, aproximando ainda mais o país da produção integral. Próxima etapa será a combinação com Lamivudina. O acordo prevê ainda a Fabricação Nacional da Combinação de Dolutegravir com Lamivudina, esquema também utilizado no tratamento de pessoas vivendo com HIV. A expectativa é que essa nova etapa comece no próximo ano, ampliando a capacidade brasileira de produzir medicamentos essenciais e reforçando a segurança do abastecimento público. Como o medicamento atua? O Dolutegravir age bloqueando a enzima integrase, utilizada pelo HIV para se multiplicar dentro das células do organismo. Com o tratamento correto, o medicamento ajuda a reduzir a carga viral, preservar o sistema imunológico e impedir a evolução da infecção para AIDS. Desde 2019, ele é recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais opções para o tratamento do HIV em diferentes grupos de pacientes. A produção nacional não significa apenas fabricar um remédio dentro do país. Ela representa maior controle sobre o abastecimento, fortalecimento da indústria pública de saúde e mais segurança para milhares de pessoas que dependem do tratamento contínuo oferecido pelo SUS.
Com a conclusão da transferência tecnológica, a Fiocruz avança em uma área estratégica e reforça o papel da ciência nacional na proteção da saúde pública.

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