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Amazonas, mais de dois anos após o atropelamento que comoveu no Manaus, começa nesta quinta-feira, 9h, o julgamento de Jean Paulo Silveira Oliveira e Daliana Maciel Oliveira, acusados pela morte de Mirivan Moraes Soares e do filho dela, de apenas dois anos. O casal será julgado pela Benda Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus por duplo homicídio simples com dól eventual. O atropelamento aconteceu na noite de 7 de janeiro de 2023, na Rua 40B, no Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, Jean Paulo ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete em via pública, embora ela não possuísse habilitação para conduzir o veículo. De acordo com a investigação, durante uma conversão, Idaliana perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atingiu Mirivan, que caminhava carregando o filho no colo. As duas vítimas morreram ainda em decorrência do impacto. Para o Ministério Público, o casal assumiu o risco de provocar o resultado ao realizar uma atividade considerada perigosa em via pública.
Por esse motivo, ambos respondem por homicídio com dola eventual, tese que foi mantida pela justiça durante a fase de instrução do processo. A defesa dos acusados tentou desclassificar o crime para homicídio culposo, sustentando que não houve intenção de matar.
No entanto, o entendimento foi rejeitado pelo juiz Fábio César Olinto de Souza, que determinou que o caso fosse submetido ao Tribunal do Júri.
O julgamento ocorre no Fórum de Justiça ministro Enoc Reis, com início previsto para as 9 horas. Ao longo da sessão, 10 testemunhas entre acusação e defesa serão ouvidas. Em seguida, os réus prestarão depoimento e acontecerão os debates entre as partes, antes da decisão do Conselho de Sentença. Enquanto o júri acontece, familiares e amigos das vítimas realizam um protesto em frente ao fórum. Com faixas e cartazes, eles pedem justiça e cobram a condenação dos acusados pelo atropelamento que tirou a vida de mãe e filho. A sessão será presidida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. A acusação ficará sob responsabilidade da promotora de justiça Clarissa Brito, enquanto a defesa será representada pelo advogado Egnaldo Moura. A expectativa é de que o julgamento seja concluído na sexta-feira, 10h.
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