‘Sem farda, sem data-base e sem promoção’: PMs e bombeiros protestam após abandono do Governo do AM artwork

‘Sem farda, sem data-base e sem promoção’: PMs e bombeiros protestam após abandono do Governo do AM

Portal CM7

June 12, 2026

Manaus — Na manhã desta sexta-feira (12/6), o estacionamento da Arena Amadeu Teixeira foi mais uma vez o epicentro de uma forte mobilização da segurança pública amazonense. Policiais e bombeiros militares, tanto da ativa quanto da reserva, reuniram-se em uma grande assembleia geral para reivi...
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Manaus. Na manhã desta sexta-feira, 12h06, o estacionamento da Arena Madeu Teixeira foi mais uma vez o epicentro de uma forte mobilização da segurança pública amazonense. Policiais e bombeiros militares, tanto da ativa quanto da reserva, reuniram-se em uma grande assembleia geral para reivindicar a regularização de direitos trabalhistas, o pagamento de datas bases atrasadas e melhores condições estruturais para a categoria.
O local escolhido carrega um peso histórico para os militares. Foi dali que, em 2014, a categoria deflagrou uma greve que resultou em conquistas significativas, como a lei de promoções e os auxílios de fardamento e alimentação. Hoje, no entanto, o sentimento geral é de que esses avanços foram desconstruídos ao longo dos últimos sete anos. O fardo de gestões passadas e o apelo ao atual governo.
As lideranças do movimento, representadas por figuras como Guttenberg e o presidente Jerson, foram categóricas em responsabilizar a gestão do ex-governador Wilson Lima pela deterioração da carreira militar no Estado. Segundo eles, o governo anterior promoveu um retrocesso gigantesco, culminando na queda do quadro especial, art. 7 da Lei nº 44, o que inviabilizou o fluxo natural de promoções desde abril de 2022
Atualmente, a pressão recai sobre o atual governo de Roberto Cidade. Uma reunião preliminar entre representantes da categoria e o Estado ocorreu na quinta-feira, mas a próstota governamental restrita a regularização do auxílio-fardamento foi rejeitada de imediato. O policial está lutando por sobrevivência. Ele não está pedindo direitos novos. Ele está pedindo pelo menos para ter resgatado os direitos que ele tinha. Pelo menos para receber a database, que não é aumento salarial, é só a recomposição do valor que a inflação corroeu, disse Gutenberg, representante do movimento. A contraproposta da categoria. Durante a Assembleia, que contou com um expressivo número de agentes de segurança posicionados em frente a um caminhão de som azul, as lideranças apresentaram a contraproposta que será levada novamente ao Executivo Estadual. Os principais pontos exigidos são Destinação de excedente Utilização de um excesso de arrecadação estimado em R$ 37 milhões para viabilizar mais de 2 mil promoções represadas. Datas bases atrasadas Pagamento imediato da database referente a 2021 A categoria alega que o salário do policial militar acumula uma defasagem de mais de 21,14% em seu poder de compra. Auxílio Fardamento Aprovação da lei do Auxílio Fardamento com início de pagamento a partir de janeiro do próximo ano, priorizando, no momento atual, as promoções e a reposição salarial. Auxílio Alimentação Aumento do repasse para alimentação Atualmente, os policiais recebem cerca de 600 mensais para custearem em média 30 refeições, café, almoço e jantar durante os dias de plantão. Valor considerado impraticável pelos agentes. Mais velha que tuas promessas, a indignação da tropa ficou evidente não apenas nos discursos, mas também nas manifestações visuais. Profissionais de segurança relatam a humilhação de terem que comprar os próprios uniformes para não patrulharem as ruas com roupas e coturnos rasgados. Em frente à multidão, dois manifestantes seguravam uma faixa que resumia o sentimento de abandono da corporação. Em letras garrafais vermelhas, a mensagem era direta. Mais velha que tuas promessas, só a minha farda.
Próximos passos.
Os líderes do movimento frisaram que as forças de segurança continuam trabalhando de forma produtiva, citando apreensões de drogas na base Arpão e o trabalho diário nas ruas. Mas alertaram que os policiais estão desmotivados e trabalhando no limite. A categoria aguarda agora um novo posicionamento do governador Roberto Cidade. Caso a contraproposta não seja aceita, os manifestantes decidirão os rumos da mobilização, que pode incluir uma carreata em protesto rumo a ASS, Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

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