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Manaus, uma denúncia formalizada no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, detalha um suposto esquema de favorecimento familiar e improvidade administrativa no alto escalão da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura. O caso ganha forte repercussão política por envolver o secretário da pasta, Alessandro Corremmello, apontado nos bastidores como um dos principais cabos eleitorais do atual governador Roberto Cidade e do ex-governador Wilson Lima, com atuação direta em campanhas dentro da própria secretaria.
A representação tramita na Corte de Contas sobre o processo no 12.9. de 2026 e tem como alvos principais o secretário Alessandro Corremmello e seu ex-chefe de gabinete, Erika de Almeida Corrêa. Suposto esquema de favorecimento. O documento que embasa a investigação aponta o uso de uma parceria com a agência amazonense de desenvolvimento econômico, social e ambiental, a ADESAM, para viabilizar a contratação de familiares. A prova material apresentada na denúncia é o ofício NAU 193-2026, assinado pelo próprio secretário da SEPA, no qual ele solicita expressamente à agência a contratação de Marcos Roberto Pereira Ribeiro para o cargo de consultor técnico IN.
Fotografias anexadas à representação atestam que o contratado mantém relacionamento conjugal com a ex-chefe de gabinete da pasta, configurando a prática de nepotismo. O favorecimento também alcança Éder de Almeida Corrêa, identificado como irmão de Érica. A apuração indica que mesmo após uma determinação anterior do TCEM exigindo suzoneração, Éder continuou recebendo vantagens e atuando em nome da SEPA. Viagem oficiais, a resenha no 20 de dezembro de 2026, Diaba e SEPA, comprova a liberação de deslocamento para Éder atuar no município de Presidente Figueiredo como colaborador. Da Secretaria. Afronta a decisão. Imagens publicadas nas redes sociais e institucionais flagram o irmão da ex-chefe de gabinete utilizando o fardamento oficial da SEPA no evento EcoAmazonia 2026, apesar de estar nomeado em outra secretaria estadual. Verbas irregulares e gestão paralela. A denúncia também levanta suspeitas sobre o controle financeiro da pasta. O secretário Alessandro Cohen autorizou a liberação de verbas diretas para o ex-chefe de gabinete por meio das portarias número 52-2026 e NU-53-2026.
Cada documento concedeu um adiantamento de R$ 5.28 a Érica Corrêa, justificados genericamente como despesas para material de consumo e outros serviços de terceiros.
Diante do avanço das apurações, o Diário Oficial do Estado de 10 de junho de 2026 publicou a exoneração de Érica Corrêa do cargo de chefia. No entanto, a representação alerta o órgão de controle para o que seria uma manobra de continuidade administrativa. Para o lugar de Érica, foi nomeada Alice Ausier Araújo, pessoa apontada no processo como de extrema confiança da antiga chef. Segundo a denúncia, a substituição busca manter a influência do mesmo grupo sobre atos administrativos, contratos, pagamentos e relacionamento com fornecedores da secretaria. A denúncia foi apresentada ao TCEM e aguarda o andamento das diligências e as defesas dos envolvidos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os gestores poderão responder por improvidade e ser obrigados a ressarcir os cofres públicos.
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