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Manaus, a defesa do investigador da Polícia Civil Luciano de Souza Grangeiro, preso preventivamente na manhã desta terça-feira 9, durante a operação piloto de fuga, manifestou-se oficialmente após a audiência de custódia. Em pronunciamento, o advogado Davi Martins da Silva Júnior classificou como equivocada a ligação do agente com o roubo de 77 barras de ouro e afirmou que já entrou com o pedido de liberdade para o seu cliente. O caso, que a puro desvio de uma carga de minério ilegal, avaliada em cerca de 45 milhões, sofreu uma reviravolta com a apresentação de um alibi formal por parte dos advogados e da própria chefia do primeiro distrito integrado de polícia, Deep, onde o policial está lotado. O foco na revogação. Em um vídeo divulgado logo após ter acesso aos autos do processo, o advogado Davi Martins da Silva Júnior foi categórico ao afirmar que a investigação cometeu um erro de interpretação. O foco da equipe jurídica agora é derrubar um mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, Proceap e MPAM. Nesse momento, nós já estamos adotando as providências para pedir a revogação da sua prisão, tendo em vista que os elementos que imputaram a participação nos eventos sob investigação são equivocados. Davi Martins da Silva Júnior, advogado de Defesa. Segundo a Defesa, foram apresentados durante a audiência de custódia documentos e imagens que rebatem frontalmente a dedução presuntiva da autoridade. O álibi, a confusão dos veículos.
A principal tese para desvincular Luciano de Sousa Grangeiro da cena do crime, ocorrido em 29 de outubro de 2025, baseia-se em dados de geolocalização e câmeras de segurança. A Defesa e o delegado titular do primeiro DIP, Cícero Tulio, sustentam os seguintes pontos. Localização no dia do crime. No dia do roubo do ouro, Luciano estava em sua residência. No final da tarde, ele saiu dirigindo uma viatura cautelada, uma Toyota Hilux Preta, para buscar o filho em uma academia na Avenida das Torres. O Chevrolet Onix Prata. A PF aponta o uso de um Onix Prata no esquema. A Defesa esclarece que a posse desse veículo não era de Luciano e que o verdadeiro alvo inicial das investigações seria outro agente, o investigador Felipe Pinto. A Ordem Superior. O único contato de Luciano com o Onix Prata teria ocorrido no dia 30 de outubro, um dia após o crime, quando ele cumpriu uma determinação de seus superiores para ir ao Residencial Munde, recolher o veículo e armas que estavam sob a responsabilidade do colega de equipe.
Desdobramentos.
A prisão de Luciano é mais um capítulo da investigação que começou com a Operação Auxílio Criminoso, em maio deste ano, focada em desarticular agentes públicos envolvidos na ocultação de minérios ilegais. Enquanto a Polícia Federal mantém a posição de que existem indícios robustos contra o investigador, a Defesa reitera a confiança de que a Justiça reconhecerá o erro documental.
Confiamos que, diante das informações que estamos agora prestando, esse equívoco será corrigido e a liberdade do senhor Luciano será restabelecida, concluiu o advogado. A Superintendência da PF e a Delegacia Geral da Polícia Civil ainda não emitiram novos comunicados sobre as provas apresentadas pela Defesa nesta tarde.
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