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Manaus, a família de Maria Victoria Monteiro Marques, de 27 anos, está denunciando a suposta negligência no atendimento prestado à jovem, que está internada a cerca de 10 dias no hospital e pronto socorro Platão Araújo, na zona leste de Manaus. Neste domingo 7, familiares procuraram a reportagem do portal ITV CM7 Brasil para relatar a situação e pedir providências das autoridades de saúde. Diagnosticada com a síndrome de Stevens-Johnson, SSJ, uma condição rara e grave que afeta a pele e as mucosas. Maria Victoria enfrenta um quadro delicado e necessita de cuidados intensivos. Imagens divulgadas pela família mostram a paciente hospitalizada com lesões extensas pelo corpo, resultado da evolução da doença.
Segundo os familiares, a jovem estaria sofrendo com falhas na assistência hospitalar. Eles afirmam que lençóis e materiais utilizados no leito não estariam sendo trocados com a frequência necessária, o que poderia aumentar o risco de infecções e agravar ainda mais seu estado de saúde. A família também relata que Maria Victoria foi transferida entre unidades de saúde nos últimos dias. Conforme o relato, ela chegou a ser encaminhada ao hospital e Pronto Socorro 28 de agosto, mas não teria sido admitida na unidade, retornando posteriormente ao Platão Araújo. A situação gerou indignação entre os parentes, que cobram uma definição sobre o tratamento adequado para a paciente. Ainda de acordo com os familiares, ao questionarem as condições do atendimento, receberam a informação de que atrasos salariais estariam afetando os serviços prestados. A declaração aumentou a preocupação da família, que teme que a assistência oferecida a jovem esteja sendo comprometida.
A síndrome de Stevens-Johnson é uma reação rara e potencialmente fatal, geralmente associada ao uso de medicamentos ou a infecções. A doença provoca lesões graves na pele e nas membranas mucosas, podendo levar a complicações severas quando não há acompanhamento especializado. Diante da gravidade do caso, parentes e amigos iniciaram uma mobilização nas redes sociais para dar visibilidade à situação e pedir apoio da população.
Eles solicitam que os órgãos competentes acompanhem o caso e apurem as denúncias relacionadas ao atendimento prestado à paciente. Até a publicação desta matéria, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e a direção das unidades citadas não haviam se manifestado sobre as denúncias apresentadas pela família. Veja a reportagem.
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