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Manaus, o pré-candidato ao governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, questionou o crescimento dos pagamentos à Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental, ADSES, e anunciou que vai recorrer à justiça para obter a relação de contratados pela agência em 2026 com as respectivas funções e locais de trabalho. Em vídeo publicado nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira 8, David citou o caso das chamadas folhas secretas da CEPERG e da UERG, no Rio de Janeiro, como referência ao defender maior transparência sobre contratações temporárias realizadas por estruturas vinculadas ao poder público em anos eleitorais. O caso Fluminense foi alvo de investigação e processos na justiça eleitoral. Precisamos acabar com a farra com o dinheiro do povo do Amazonas. Vocês conhecem a ADESAM, no Rio de Janeiro, o caso envolvendo a SEPERG e contratações no ano eleitoral, foi parar na justiça eleitoral. Agora eu quero mostrar o que aconteceu aqui no Amazonas, afirmou.
1,7 bilhão em 7 anos. Dados apresentados pelo pré-candidato apontam que os pagamentos a ADES e ADESAM somaram 1,775 bilhão entre 2019 e 2025 O maior salto ocorreu em 2022, ano da reeleição do então governador Wilson Lima. Os valores passaram de 149,1 milhões em 2021 para 437,7 milhões, aumento de aproximadamente 193%.
Em 2022, saltou de 149 milhões para 437 milhões. De 2019 a 2025, em 7 anos, foram 1,775 bilhões alocados para essa agência, declarou David. O segundo maior volume da série apresentada ocorreu em 2024, ano da eleição municipal. Quando os pagamentos chegaram a 358,5 milhões, David cobrou transparência sobre as contratações realizadas no período. Queremos saber quem foi contratado, onde trabalhou e qual serviço efetivamente prestou, disse. Os questionamentos sobre contratações temporárias pela AADZAM também chegaram aos órgãos de controle. Em maio deste ano, o Ministério Público de Contas do Amazonas pediu a suspensão do processo seletivo simplificado nº 002, 2026 e apontou indícios de contratação temporária para funções permanentes e possível burla à regra constitucional do concurso público.
David anuncia a ação por transparência.
Diante dos números, David anunciou que buscará judicialmente informações detalhadas sobre a folha da agência em 2026 Vou entrar com uma ação na justiça, com base na lei de acesso à informação, para requerer o nome de todas as pessoas contratadas e os seus locais de trabalho. Não vão usar o dinheiro do povo do Amazonas para contratar cabo eleitoral na eleição de 2026, afirmou. A eventual utilização político-eleitoral das contratações depende de comprovação documental e apuração pelos órgãos competentes. David afirma que a medida busca esclarecer quem foi contratado, para qual função, em qual projeto e onde o serviço é efetivamente prestado. Veja a vídeo.
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