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Caos na Fundação Cecon: falta de luz e calote em servidores expõem colapso na Saúde do Amazonas; veja vídeo

Portal CM7

June 21, 2026

Manaus — Antes conhecido como um centro de referência e acolhimento para o tratamento de câncer, agora se transformou em um verdadeiro cenário de horror e abandono neste sábado (20). Denúncias e vídeos gravados por pessoas que estavam na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado d...
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Manaus, antes conhecido como um centro de referência e acolhimento para o tratamento de câncer, agora se transformou em um verdadeiro cenário de horror e abandono neste sábado 20
Denúncias e vídeos gravados por pessoas que estavam na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, em Manaus, expõem a ferida aberta e a vergonha da saúde pública no estado. Pacientes vulneráveis, dependentes de cuidados contínuos, foram deixados à própria sorte em meio a um colapso estrutural e de pessoal. Entregues às baratas As imagens registradas nos corredores da unidade são desoladoras. Dezenas de pacientes aguardavam atendimento improvisados em macas, cadeiras de rodas ou cadeiras de plástico comuns. O relato de um dos denunciantes é um pedido de socorro claro diante da inércia do estado, o povo todo jogado aqui no corredor. Não tem recepção. Quando você chega, você fica entregue às baratas. O povo padecendo aqui e ninguém para atender. A denúncia aponta um esvaziamento total das frentes de atendimento primário do hospital. Não havia profissionais na portaria, na recepção e, mais grave ainda, na triagem. Pacientes oncológicos, que frequentemente apresentam imunidade baixa e complicações súbitas, não tinham sequer uma enfermeira disponível para ferir sinais vitais básicos, como pressão arterial e temperatura. Salários atrasados e o colapso no atendimento. O motivo do abandono, segundo o relato de quem acompanhava o drama de perto, é um problema crônico na gestão pública de saúde do Amazonas. A falta de pagamento. A ausência massiva de funcionários neste fim de semana estaria diretamente ligada a salários atrasados, forçando uma paralisação não oficial que pune severamente aqueles que lutam pela vida. Sem receber, os profissionais da saúde não comparecem. Sem os profissionais, o sistema paralisa, e quem paga a conta com a própria saúde e dignidade é o paciente. A pagão agrava o desespero. Como se a falta de médicos e enfermeiros não fosse suficiente, a unidade ainda enfrentou horas de falta de energia elétrica. Um segundo vídeo gravado nos corredores em Penumbra do hospital reforça o clima de desespero. O secom sem energia está um caos. Narra uma mulher enquanto o som ambiente revela o vai e vem tenso de macas em meio à escuridão.
A falta de eletricidade em um hospital de alta complexidade coloca em risco direto o funcionamento de equipamentos vitais, o armazenamento de medicamentos sensíveis como quimioterápicos e o andamento de qualquer procedimento de emergência.
A conta da má gestão, inércia da SES e herança maldita. O colapso absoluto na Fundação Secom não é um raio em céu azul, mas o resultado trágico e previsível de uma sucessão de gestões desastrosas.
No centro desse abandono está a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, que assiste passivamente ao desmonte de suas unidades, mostrando-se incapaz de garantir o repasse regular às empresas terceirizadas e o mínimo de dignidade aos servidores e usuários do SUS.
O órgão, que deveria ser o pilar da organização hospitalar, cala-se diante de corredores lotados e apagões em centros de alta complexidade. Mais revoltante, no entanto, é constatar o peso das escolhas políticas. O atual governo de Roberto Cidade, que assumiu o poder carregando o discurso de mudança e de reestruturação do Estado, na prática engasga na própria ineficiência. A atual gestão se mostra paralisada diante da crise, limitando-se a apagar incêndios em vez de promover o choque de gestão prometido.
Os pacientes do SECOM, espremidos no escuro, são a prova viva de que as velhas práticas de descaso continuam imperando no Palácio da Compensa. É inegável que Roberto Cidade assumiu um Estado sucateado pela profunda herança maldita deixada por Wilson Lima. Os anos de escândalos, alvos de operações policiais, superfaturamentos e precarização sistemática da rede pública durante o mandato anterior abriram um abismo financeiro e estrutural que sangrou a saúde do Amazonas. Contudo, justificar a incompetência de hoje com os desvios de ontem não salva vidas. A herança pode ser maldita, mas a omissão do atual governo é uma escolha política. E a fatura, mais uma vez, está sendo cobrada na vida de quem não tem sequer uma enfermeira para medir a sua pressão.

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