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Manaus, a política local foi sacudida por um pronunciamento contundente do sargento Salazar nesta segunda-feira, 86, que utilizou seu tempo de fala para denunciar o que ele classifica como uma tentativa suja de destruição de reputação. O alvo das críticas foi Roberto Cidade, a quem Salazar se referiu repetidamente pelo apelido pejorativo de pão molhado. O estopim do conflito, segundo a versão apresentada por Salazar, foi uma investida contra a mãe de seu filho. O sargento exibiu no telão do plenário capturas de tela de uma conversa de WhatsApp.
Segundo ele, os prints mostram uma ex-tenente, identificada como Adderlene, supostamente agindo a mando de aliados políticos do governo, tentando aliciar a sua ex-esposa. De acordo com o relato do vereador, foram oferecidos milhões, casa e contrato no governo para que a mulher revelasse informações que pudessem prejudicá-lo politicamente. No entanto, as mensagens expostas mostram a ex-esposa recusando a oferta, afirmando que não teria coragem de sacanear o Salazar e que preferia manter a paz e a consciência tranquila a aceitar o dinheiro fácil. Salazar classificou a atitude dos adversários como covarde, declarando que, com família, ninguém se mexe, e relembrou um suposto episódio do ano passado em que teriam tentado usar um detento para forjar provas contra ele. Acusações pessoais e ameaça aberta.
O pronunciamento escalou rapidamente de uma denúncia de chantagem política para ataques pessoais diretos.
Salazar acusou Roberto Cidade de ser o detentor dos maiores contratos do Estado e fez um paralelo agressivo sobre os históricos criminais de ambos. Em uma tentativa de desmoralizar o adversário, Salazar afirmou que nunca agrediu uma mulher e acusou Cidade de responder a processos por violência doméstica.
Para finalizar, o sargento assumiu seus próprios processos legais, mas os justificou com base em sua atuação policial, proferindo uma ameaça clara e direta. Eu nunca bati em mulher. Não respondo nenhum processo por violência doméstica que nem você responde. Eu respondo por homicídio, por matar bandido, matar vagabundo, pão molhado. E eu estou preparado até para a morte. Vem pra cima.
O vídeo, que já circula intensamente, escancara uma guerra declarada entre as partes. Até o momento, a versão exposta baseia-se unicamente nas declarações e nos prints apresentados pelo Sargento Salazar em seu discurso. Roberto Cidade e os demais citados, como o Major Eduardo Reis e a ex-tenente Aderleini, se encontram agora no centro dessas graves acusações de corrupção, aliciamento e chantagem, abrindo espaço para os próximos desdobramentos legais e políticos deste embate.
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