Alvo da PF em Manaus, dono da Millennium Locadora e do Barollo tem contratos em AM, RO e TO e já forneceu jatinho para Lula artwork

Alvo da PF em Manaus, dono da Millennium Locadora e do Barollo tem contratos em AM, RO e TO e já forneceu jatinho para Lula

Portal CM7

July 9, 2026

Manaus – A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Reduto, que resultou na apreensão de cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo na residência de um empresário ligado à Millennium Locadora, em Manaus. Um dos principais alvos da ação é Ivair Ferreira, dono da empresa de locação e também ...
**SPEAKER_1** (0:00)
Manaus, a Polícia Federal PF deflagrou a Operação Reduto, que resultou na apreensão de cerca de 800 mil reais em dinheiro vivo na residência de um empresário ligado a Millennium Locadora em Manaus. Um dos principais alvos da ação é Ivair Ferreira, dono da empresa de locação e também sócio do renomado restaurante Barolo. A operação, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, tem como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e rachadinha com ramificações em Rondônia e no Amazonas. As autoridades destacaram, para evitar confusões criadas nas redes sociais, que os 800 mil apreendidos pertencem ao empresário Ivair Ferreira, não tendo relação com servidores, deputados ou agentes políticos da Assembleia Legislativa de Rondônia.
O montante foi encontrado estocado em pacotes de notas durante diligências realizadas em condomínios de alto padrão na região da Ponta Negra, em Manaus, e em endereços estratégicos de Rondônia, locais onde também foram localizados veículos importados e uma robusta coleção de relógios de luxo. Império de contratos públicos e expansão. Com sede no bairro Adrianópolis, na capital amazonense, a Millennium Locadora construiu um verdadeiro império, transformando o poder público em seu principal cliente. A capilaridade do grupo se estende por múltiplos estados e esferas de governo, incluindo uma filial registrada em Porto Velho, com capital social declarado de R$ 30,6 milhões.
O volume de recursos públicos envolvidos nas operações da empresa chama a atenção pelas cifras exorbitantes. A Millennium Locadora firmou um contrato superior a R$ 15 milhões com o governo do Amazonas, via a extinta Agência de Desenvolvimento Sustentável, atual AADZAM, voltado ao aluguel de máquinas pesadas. O grupo empresarial também possui um contrato de R$ 106 milhões junto à Secretaria Municipal de Educação, SEMED, de Manaus. Em Rondônia, a empresa chegou a firmar um acordo de R$ 277,6 milhões com o Departamento de Estradas de Rodagem, DÉ, que posteriormente foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado, TCERO, A Locadora possui histórico de participação em licitações da Superintendência Estadual de Licitação de Supéu do Governo de Rondônia, além de contratos com a Prefeitura de Porto Velho e com a Alerró para alocação de viaturas. O grupo atua ainda no ramo de aviação executiva de luxo por meio da miltaxi aéreo. O episódio do jatinho presidencial à Milenium Locadora esteve no centro do noticiário político nacional em novembro de 2022 Um jatinho da empresa, modelo Citation XLS e de prefixo PP-IVA, foi o responsável por transportar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva de São para Brasília logo após a vitória nas urnas. Na mesma viagem estavam a futura primeira-dama, Rosângela da Silva Anja e o ex-ministro Fernando Haddad. O episódio gerou polêmica à época pelo fato de a aeronave pertencer a um empresário que detinha contratos milionários com o poder público, o que levantou questionamentos sobre a relação da cúpula petista com o grupo empresarial.
Para justificar o uso do jato particular, Lula criticou a gestão anterior e declarou que o então presidente Jair Bolsonaro não havia oferecido uma aeronave da Força Aérea Brasileira, FAB, para o seu deslocamento.
A investigação da PF, o esquema bilionário, começou a ser desbaratado no início de 2024, quando a inteligência da PF passou a monitorar o grupo após o recebimento de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, COAF. Os documentos apontaram movimentações atípicas e um fluxo de caixa incompatível com a capacidade econômica declarada pela empresa sediada em Manaus, sugerindo o seu provável uso como firma de fachada. Com autorizações chanceladas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, o TJR, o ZIN. Investigadores descobriram que a organização criminosa operava de maneira altamente estruturada em duas frentes simultâneas, uma delas dedicada quase exclusivamente a fraudar processos licitatórios visando o direcionamento ilícito de contratos. Até o momento, a defesa do empresário Ivaire Ferreira não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

Feed this to your agent

Try it now — copy, paste, done:

curl -H "x-api-key: pt_demo" \
  https://spoken.md/transcripts/1000651996090

Works with Claude, ChatGPT, Cursor, and any agent that makes HTTP calls.

From $0.10 per transcript. No subscription. Credits never expire.

Using your own key:

curl -H "x-api-key: YOUR_KEY" \
  https://spoken.md/transcripts/1000776171125