**Déia Freitas** (0:00)
Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.
**Déia Freitas** (0:08)
Oi, gente, cheguei, cheguei para mais um picolé de limão e hoje eu não estou sozinha, meu público. Quem está aqui comigo hoje é o Mercado Livre. O Mercado Livre entende como ninguém as muitas versões da mulher brasileira e oferece soluções para diferentes momentos das nossas vidas. Quer um look para um date? Tem no Mercado Livre. Quer um brinquedo para o seu filho? Você acha no Mercado Livre. Quer um sofá novo aí para a sua sala? Você encontra também no Mercado Livre. A comida para a sua família, a caminha e os brinquedinhos para o seu pet, os produtinhos de beleza, itens de decoração para a sua casa, tudo isso você encontra no Mercado Livre. Você encontra ainda oportunidades imperdíveis na página de ofertas e a entrega é a mais rápida do Brasil. Corre agora para o app do Mercado Livre. No Mercado Livre você encontra as melhores marcas com frete grátis a partir de 19 reais. Todo dia é dia de Mercado Livre. E fica comigo até o final que tem o quê? Tem cupom.
E hoje eu vou contar para vocês a história da Ana. Então vamos lá. Vamos de história. A Ana cresceu numa família com dois irmãos, sendo a Ana e a filha do meio. O pai dela morreu muito cedo, eles não tinham casa própria, passaram perrengue ainda ali na infância. Só que a mãe batalhou, conseguiu comprar um terreno, construiu uma casinha pequena nesse terreno. Foram morar ali, o tempo foi passando, ela foi conseguindo aumentar a casa, as coisas foram melhorando, enfim, a vida seguiu. Uma coisa que a Ana nunca entendeu foi por que a mãe dela tratava ela diferente dos irmãos. Quando eles eram crianças, a mãe às vezes fazia três bifes e um ovo cozido. Adivinha de quem que era o ovo cozido? Da Ana.
E aí ela perguntava porque ela não podia comer bife, e a mãe apenas respondia que não tinha bife. Que o bife era só para os meninos, só que ela também comia bife.
E não dividia certinho, porque tá bom, tem três bifes, vamos dividir então para quatro pessoas. Não, a Ana comia ovo e era um ovo cozido.
Quando a mãe foi aumentando a casa, primeiro tinha só um quarto, dormia todo mundo. Fez o segundo quarto, ela ficou com um quarto e os três foram dormir no mesmo quarto. Fez um outro quarto. Aí ela falou para um filho dormir num quarto, o outro filho dormir no outro quarto e a Ana dormia na sala até que um novo quarto fosse feito. Só que ela nunca fez o quarto da Ana.
Foi reformando, ela fez até garagem, churrasqueira. Priorizou outras coisas. A Ana, na casa da mãe, nunca teve um quarto.
Sempre dormiu na sala, cada irmão com um quarto, a mãe com um quarto e ela dormindo na sala. Chegou uma época que a Ana...
**SPEAKER_2** (3:28)
Será que eu sou adotada? Mas conversando com as tias, as tias falaram não, a gente também não sabe porque que a sua mãe é assim, mas a sua mãe só trata os meninos bem.
**Déia Freitas** (3:38)
Quando a Ana fez 12 anos, a mãe continuou lavando a roupa dos irmãos, só que a Ana tinha que lavar a própria roupa. E a mãe não deixava ela usar a máquina, porque falava que ela ia quebrar a máquina.
Então, com 12 anos, ela lavava roupa na mão, praticamente uma paneirela. Conforme a Ana foi crescendo, ela foi se revoltando e perguntando para a mãe, por que você me trata assim?
**SPEAKER_2** (4:06)
O que eu te fiz?
**Déia Freitas** (4:07)
Porque isso era desde criancinha muito pequena.
**SPEAKER_4** (4:10)
Bobagem, eu trato vocês igual. Você que é muito fresca, que bobagem.
**Déia Freitas** (4:16)
E assim, gente, nunca respondia nada. A mãe comemorava todas as conquistas dos dois irmãos. Os dois irmãos, entendendo que a mãe não gostava da Ana, provocavam mais ainda. E faziam o que aqui a gente chama, em Santo André, de fusquinha. Vocês sabem o que é isso, fazer fusquinha? Tipo, olha, minha mãe fez para mim, não fez para você, sabe assim?
O tempo foi passando, ela celebrando todas as conquistas dos dois filhos e da Ana. Nem na formatura ela foi. Ana estudou muito para entrar numa universidade federal, que não foi comemorada nem pela mãe, nem pelos irmãos. Ela não recebeu um parabéns, nada.
Quando ela estava com 20 anos, ela começou a sentir uma dor muito forte. Ela estava com o seu lateral, assim, na barriga. Falou para a mãe, pediu ajuda para a mãe para ir até o pronto-socorro. A mãe falou que era besteira. Nessa época a mãe já tinha carro, já dirigia. Ela foi andando bem devagarinho, sozinha. Chegou lá, era apêndice íntice.
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