Topics: Comedy Fiction, Fiction
**SPEAKER_1** (0:00)
Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.
**Déia Freitas** (0:08)
Oi gente, cheguei, cheguei para mais um Picolé de limão e hoje eu não estou sozinha, meu publi. Quem está aqui comigo hoje é a Contabilizei. Sabe aquela história de perder um contrato porque o cliente pediu nota fiscal? Ou você tem receio aí de cobrar o preço justo porque você não está formalizado? Pode esquecer tudo isso. Esse perrengue só existia porque antigamente abrir CNPJ envolvia muita burocracia, muitos gastos e termos difíceis aí. Às vezes a gente não sabia nem por onde começar, mas viu que eu disse envolvia, né? Com a Contabilizei, todo esse processo é muito fácil. Chega de toda a papelada de complicação. Ó, sua vida empresarial vai ficar o quê? Boneca!
Estar sem um CNPJ pode limitar e muito o seu crescimento. Trabalhar formalizado aumenta a sua credibilidade, a sua segurança profissional e te ajuda a ter acesso a clientes maiores. E a Contabilizei te ajuda com tudo isso. Você abre o seu CNPJ de forma fácil, 100% online e acompanhado por especialistas em todas as etapas. Com a Contabilizei, você pode emitir notas fiscais a qualquer hora do dia e tem apoio de especialistas no WhatsApp até às 10 horas da noite. Saiba mais sobre a Contabilizei no link que eu deixei aqui na descrição do episódio e fica comigo até o final, que tem que eu fom. E hoje eu vou contar para vocês a história da Lidiane. Ei, Lidiane. Então vamos lá. Vamos de história. Lidiane trabalhava numa imobiliária pequena. Era um casal que tinha duas imobiliárias, uma em cada lado da cidade. Lidiane trabalhava em uma onde ficava a esposa do dono. A dona também, porque se é a esposa do dono, é dono.
Lidiane tinha um salário baixo, não recebia nem o benefício do vale-transporte, o que é errado por lei, e tinha que levar ainda marmita. Lidiane tinha ali seus 19 anos. E a dona Rosa, sua mãe, que fazia sua marmita ali, para ela levar todo dia. Lidiane precisava muito daquele emprego, pagava pouco, mas era o que tinha no momento.
Depois de mais ou menos um mês trabalhando ali, a marmita da Lidiane começou a ser violada.
Se ela levasse ali um arroz, feijão, um bife, batata frita, ela abria a marmita e tinha meio bife.
E ela viu a dona Rosa fazendo a marmita com bife que nem era grande. Então assim, a pessoa comer meio bife, olha que ódio. Não tinha nenhum outro funcionário ali, só a dona.
E a dona tinha um puta carrão, está comendo metade do bife do assalariado. É revoltante. Só que Lidiane era muito novinha. O que ela ia falar? Ela abria a marmita ali e sempre faltava. Um dia, a dona Rosa pôs uma coxa de frango, quando ela abriu, tinha só o osso da coxa de frango. Ô, gente!
Nesse dia do osso da coxa de frango, ela ficou até com nojo e acabou nem almoçando. Porque, né, aquele osso encostou ali na comida, ela não sabia se tinha baba, se não tinha baba, e acabou não comendo nada. Quando acontecia isso? Todo dia de manhã, Lidiane tinha que sair para entregar boleto, para fazer coisa de banco, essas coisas. Então, a chefe dela ficava sozinha lá com a marmita de Lidiane.
Nessa época, Dona Rosa fazia umas trufonas, assim, grandes, para vender. Chocolate com morango, com uva. Delícia. Lidiane sempre deixava a trufa que ela levava na bolsa, porque se ela deixasse em cima da mesa, o que acontecia algumas vezes, a chefe sumia com a trufa ali, não falava nada, ficava quieta. No começo, a Lidiane ficava triste, depois ela foi ficando revoltada. Óbvio, né? Vem aquele ódio de classe. Depois de uns cinco meses passando por isso, Lidiane revoltada.
**Lidiane** (4:38)
Bom, eu vou sair com as coisas de banco para fazer, vou esquecer um boleto aqui, vou dar uma meia hora e vou voltar para ver se eu pego ela no flagra.
**Déia Freitas** (4:45)
E assim, Lidiane fez. Saiu, deu a volta no quarteirão, ficou sentada ali embaixo de uma árvore nos 40 minutos e voltou de mansinho para pegar o boleto que ela tinha esquecido. A imobiliária ali era um imóvel pequeno. Tinha a porta de entrada, tinha umas janelas na lateral, uma janela na frente e uma porta ali dos fundos também. Como se fosse uma casa. Era uma casa que foi adaptada para imobiliária. Lidiane chegou para abrir a porta da frente.
A porta estava trancada.
**Lidiane** (5:19)
E será que a chefe saiu?
**Déia Freitas** (5:20)
Ela não tinha chave, porque era a chefe que abria e fechava.
**Lidiane** (5:25)
Poxa, eu vou dar a volta aqui para ver se a porta de trás está aberta.
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