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Por dentro das convenções de Lula e Renan Santos

O Assunto

August 4, 2026

Convidados: Nayara Felizardo, repórter de Política do g1; Rosana Cerqueira, repórter da GloboNews; e Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN.
Speakers: Lula, Victor Boyadjian, Renan Santos, Rosana Cerqueira, Bernardo Mello Franco, Nayara Felizardo, Janja
**Lula** (0:03)
O que eles não sabem é que essa copa minha é a sétima. O que eles não sabem é que eu já fui candidato em 89, já fui candidato em 94, em 98, em 2002, em 2006, em 2022, sendo que nós ganhamos, se eu ganhar essa, são quatro copas.

**Victor Boyadjian** (0:31)
Foi assim que Lula abriu o discurso na Convenção Nacional do PT neste domingo, quando o partido oficializou a candidatura do presidente à reeleição.

**Lula** (0:39)
Eu não quero ser mais o presidente, só do Bolsa Família, só do Brasil da Orvidete, só é preciso mais, mais e mais. É preciso ter mais.
E esse semana, a gente vai ter que mudar de comportamento. A gente vai ter que ser mais... OUVZADO! A gente vai ter que ser mais alzado para a gente mudar muita coisa.

**Victor Boyadjian** (0:59)
No palco, Lula pediu desculpas por erros do governo, mas saiu em defesa da gestão e apresentou as principais promessas de campanha e pediu apoio para o seu quarto mandato.

**Lula** (1:10)
Agora que nós estamos com o básico garantido, agora é a hora. Para me dar um salto de qualidade.
Agora é hora de pensar nesse país.

**Victor Boyadjian** (1:18)
No fim do discurso, o tom mudou. O presidente disse que o Lulinha Paz e Amor ficou no passado e sinalizou uma campanha mais dura.

**Lula** (1:27)
Vocês vão ver, eu não quero o Lulinha Paz e Amor, eu quero o Lulinha Porreta.

**Victor Boyadjian** (1:32)
Lula também quebrou o protocolo ao chamar a primeira-dama, Janja, para discursar na convenção.

**Lula** (1:37)
Eu quero fazer uma crítica a mim, uma crítica, porque não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha não ter colocado uma mulher para falar.

**Victor Boyadjian** (1:58)
E em meio à discussão sobre o futuro do PT, apontou quem é o seu candidato para a sucessão.

**Lula** (2:03)
Qual é o país do futuro que eu vou lhe entregar quando você, na verdade, depois de governar São Paulo por oito anos, quiser ser presidente da República?

**Victor Boyadjian** (2:13)
Na véspera dessa convenção, o partido Missão reuniu militantes em um grande evento em São Paulo para marcar o início da campanha de Renan Santos. Ele já havia sido oficializado candidato em uma convenção virtual.

**Renan Santos** (2:25)
Não como a tal da Terceira Via.
Porque se o antipetismo é a negação do petismo, se definindo como oposição, a Terceira Via é oposição da oposição.
Nós não somos nada de Terceira Via.

**Victor Boyadjian** (2:40)
Renan tenta se apresentar como uma alternativa à polarização. Diz que não representa nem o projeto de Lula, nem o de Flávio Bolsonaro.

**Renan Santos** (2:49)
Nós não somos a negação do PT.
Nós não somos antipetistas. Nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais, só para dizerem, veja só, eu sou o oposto do Lula.

**Victor Boyadjian** (3:04)
E promete endurecer as políticas de segurança pública.

**Renan Santos** (3:07)
Meu país não vai oferecer esbola para ninguém.
Vocês vão comprar seu celular. Vocês vão comprar sua casa. Vocês vão comprar seu carro. Vocês vão comprar seu celular. E ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar.

**Victor Boyadjian** (3:24)
Agora, o tabuleiro da eleição tem as principais peças na mesa. Lula e Renan Santos se somam a Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caíado e Romeu Zema como candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. Eles agora tem até o dia 15 de agosto para registrar seus nomes no Tribunal Superior Eleitoral. No dia seguinte, começa para valer a campanha.
Da Redação do G1, eu sou Natuzaneri e o assunto hoje, com Vitor Boedian, é As candidaturas do PT e do Missão à Presidência da República. Neste episódio, eu converso com Nayara Felizardo, repórter de política do G1, Rosana Cerqueira, repórter da Globo News, e Bernardo Melo Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN, terça-feira, 4 de agosto. Rosana Cerqueira, você foi a uma das coberturas das convenções partidárias, nesse fim de semana, mas você tem um histórico de coberturas ao longo da sua carreira. E esse evento, especificamente do Missão que lançou a candidatura de Renan Santos, o que você vê de diferente de toda a sua experiência de cobertura?

**Rosana Cerqueira** (4:33)
É interessante falar sobre isso, porque realmente eu até fiquei bem impressionada quando eu cheguei lá no local, porque você está acostumada com convenção partidária, aqueles ônibus de co-religionários, o deputado leva uma turma do bairro dele, da região dele, da cidade dele. E dessa vez, nós chegamos lá, a convenção estava marcada, a abertura dos portões para meio-dia, demorou um pouco para abrir e aquela fila de pessoas, como se você estivesse chegando num show, num evento musical.

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