**Aline Martinez** (0:06)
O que é normal? O que é patológico? Sênteses sobre alguns assuntos tratados na matéria de OFC3, professor Marcelo, feito pela aluna Línea Martimês.
Por que certificamos doenças? Será questão de desequilíbrio, consequência de algum pecado, como prédio a determinadas religiões, ou só uma questão de fisiologia? A doença entra e sai do homem como por uma porta. Atualmente ainda existe uma hierarquia vulgar das doenças, baseada na maior facilidade de lotarizar seus sintomas. Ver o ser já é prever um ato, sem contestar o caráter otimista das teorias da infecção até seu prolongamento terapêutico. A descoberta das todicinas e o reconhecimento do papel patogênico dos terrenos específicos individual, destruíram a admirável simplicidade de uma doutrina, que simulava a persistência de uma reação diante do mal. Um mito que é mais antigo que o homem. A doença não é somente um desequilíbrio, ela também é uma forma que a natureza exerce no homem, o seu equilíbrio. A doença é uma reação à cura. A doença difere da saúde, o patológico, do normal. Então, o que é normal?
O normal, para uns, se refere a pessoas que não possuem uma deficiência física ou mental. Para outras, se refere a pessoas que são iguais às outras, têm sua convivência social, vive a harmonia com outras e tem liberdade de ir e ver. Para Conte, a identidade do normal e do patológico é afirmada em proveito do conhecimento do normal. Para Claudio Bonet, o normal para o patológico, ele se dirige como uma ação racional sobre o patológico, como o fundamento de uma terapêutica em franca ruptura ou empirismo, que o conhecimento da doença é procurado por meio de fisiologia e a parte dela. A fisiologia e a patologia não se opõem uma a outra, mas como partes em um todo. O ser vivo no normal é aquele que é constituído de conformidade com suas normas. Então, todo ser vivo que tem esse desvio de normal é considerado anormal. Normal? O modelo é um produto de uma estatística, porém os indivíduos reais que encontramos se afastam mais ou menos desse modelo e assim consintem sua individualidade. O homem é um fator geográfico e a geografia está impregnada de história sobre a forma de técnicas coletivas. Um traço humano não seria normal por ser frequente, mas seria frequente por ser normal. A média de idade que o homem vive varia conforme o lugar que vive. Testões geográficas dos diversos grupos e sobgrupos, étnicos, éticos, religiosos, técnicos, que levariam em conta a complexidade da vida e dos gêneros dos seres, dos níveis sociais de vida. Se podemos falar em homem normal, é porque existem homens normais, normativos. Homens para que é normal romper as normas e criar novas normas.
Para concluir, em resumo, se considerar os valores médios das constantes fisiológicas humanas como expressão de normas coletivas de vida, seria apenas dizer que a espécie humana, inventando gêneros de vida, inventa ao mesmo tempo um modo de ser fisiológico, a partir do momento que várias normas coletivas divididas são possíveis em determinado meio, até ela ter adotada e, por sua atividade, parece natural, continua a ser, no fundo, a escolhida.
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