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Episódio 397: Está a tenda armada

#oPutoDeBarba

August 3, 2026

Está a tenda armada em Paredes de Coura, está a tenda armada no trabalho, mas isso é um assunto para ser pensado depois das férias, e acabou a tenda do Rock no Rio Febras. Tudo isto e muito mais, no sítio do costume.
Speakers: José Zero Silva
**José Zero Silva** (0:20)
Olá, putos barbudos, sejam bem-vindos ao 397º episódio do Puto Barba, o nosso podcast de segunda-feira, tudo bem com vocês? Comigo?
Está tudo, ok? Está tudo. Estamos oficialmente de férias. Primeiro dia de férias, dia 1 de agosto de 2026 Por isso, já estamos aí fortíssimos. Só volto a trabalhar no dia 24 de agosto de 2026 Por isso, já serão três semanas afastado do mundo laboral, afastado desta loucura, que é trabalhar cinco dias para só descansar dois, ok?
Finalmente, agora estaremos na escala zero por sete, zero dias de trabalho e sete dias de descanso. Por isso, vamos abraçar isso fortemente. Mas pá, mas é tal cena. Antes das férias ocorreu semana louca de trabalho. E pá, é tal cena. E agora vou aproveitar que é verão, e então no verão as pessoas ouvem menos podcasts, porque isso, não sei se já repararam, mas tipo o FIDE tem muito menos podcasts. E a partir da próxima semana, então é que vai ter, porque a maior parte do pessoal para em agosto. Por isso, há quem tiver órfão que pode vir para aqui. Mas então, pá, em situações como as que aconteceram na última semana, que se percebe que, pá, que há muita incompetência, há muita incompetência, porque é a tal cena. Imaginem.
No nosso trabalho, nós temos um planeamento daquilo que vai ser produzido, daquilo que é preciso enviar para os clientes, esse tipo de cena, estáis a ver? Porque, atenção, eu já trabalhei em sítios em que o planeamento era feito diariamente, ok? Quando eu trabalhava nas solas, o planeamento era tipo feito de dia para dia e era manualmente, ok? E depois dependia, porque depois, imaginem, a pessoa que fazia o planeamento, se chateasse contigo ou assim, fudia-te, ok? Porque no planeamento metia-te cenas mais fudidas para entrar. Estáis a ver? Até que isso uma vez aconteceu comigo, que eu tinha discutido então com a pessoa que fazia o planeamento, já não me lembro bem porque, tipo, já foi há mais de oito anos, e então ela fez o planeamento e eu, não dá, não dá porque não cabe isto, porque imaginem, eu estava numa máquina de bicolor e então, as máquinas bicolor, o que é que acontecia? Só dava para ter dois módulos de cada lado e às vezes dava para ter umas capas, estáis a perceber? Porque eram moldes fininhos e então dava. Ou então dava para ter só um módulo bicolor e dois módulos sem serem bicolores, isso eu ainda acho que dava para ter. E então, nesse dia eu tinha discutido com ela, já não me lembro porquê, e ela então tinha posto dois módulos bicolores e mais dois sem serem bicolores. E eu, pá, isto não dá para fazer, eu, ah, não quero saber, está planeado, está planeado. E eu então fui falar com o encarregado, se quiseres, eu monto, mas não vai caber, e depois só vou ter dois trabalhos, que é desmontar tudo e voltar a montar como estava. Ah não, isso não faz sentido, isso está bom, vou falar com ela. Mas pronto, era esse tipo de tacho, ok, em que não havia planeamento nenhum, era assim tudo meio a sorte, depois tipo o cliente ligava diretamente e dizia, ah quero isto para amanhã, e então foda-se, alterava-se o planeamento todo, estáis a ver? E tipo às vezes fazia-se borraixa e depois essa borraixa já não era utilizada, porque tinha de se alterar o planeamento, pronto. Resumindo, era tudo meio a sorte, estáis a ver? E agora, pá, um gajo sai assim de um tacho, vai para uma multinacional e pensa, ah, aqui há muito mais planeamento, há muito mais organização, ah, qual é que é o problema? O problema é que, de alguma forma, ah, e isto foi interessante, pá, isto foi interessante porque, deixem cá ver, eu vi isto, acho que foi no Instagram da comunidade cultura e arte, em que eu me senti totalmente representado. Não vou encontrar a cena, meu. Ok, tá aqui, tá aqui. Um Nobel da Economia falou, falou acerca de Portugal e disse assim, Estado vive do compadrinho e falha aos cidadãos. Portugal está preso num sistema de compadrinho com justiça lenta, reguladores capturados e um Estado que falha aos cidadãos. O diagnóstico é de James A. Robinson, Nobel da Economia, que no estudo a que o JN teve acesso, por isso, isto é uma notícia do JN, deixa um aviso sério. Sem reformas profundas, o país continuará a empobrecer face à Europa. E atenção, isto não é só no Estado, isto também é no privado, ok? Ou seja, muitas vezes... Ah, e depois ainda tem aqui outra cena, que isto era só o subtítulo, diz aqui onde é que é... Ah, James A. Robinson explica que em Portugal há uma palavra para este sistema e todos a conhecem, cunha. Ou seja, isto também acontece no privado e tipo, e é tal cena, quando tu percebes que isso acontece na tua empresa, e que se dá prioridade à cunha, em vez de se dar prioridade à competência, é estranho para caralho, ok? É estranho para caralho, é estranho para caralho tu veres problemas que se repetem diariamente, que poderiam ser resolvidos se alguém competente tivesse à frente para resolver essa cena, mas não pá, dá lá alguém que teve uma cunha, e depois, quando tu reclames, dices só, epá, não dá para fazer nada, tipo dá caralho, dá para fazer, dá para fazer, é tipo, bro, tu não tens competência para isto, tu não podes estar nesta função caralho, é bueda fácil. E então pronto, esta semana notou-se isso para caralho, porque imaginem, nós todas as semanas temos então uma lista de expedição, o que enviar para o cliente, e pá, nas últimas duas semanas eu recebi uma lista que era um absurdo, ok, era um absurdo, era tipo a lista era para as duas semanas, mas para terem noção, em termos de quantidades e tudo, aquilo dá para umas três, quatro semanas. Ou seja, totalmente absurdo, totalmente irreal. E como é que, eu dizendo que isso era impossível de realizar, muitas pessoas só perceberam isso no último dia, sendo que eram pessoas que deveriam perceber, porque estão à frente da cena, estáis a ver? E pá, desgastante para caralho essa cena, ok? Desgastante para caralho e depois é tipo, eu depois fico naquela situação em que, pá, vai dar merda e eu já só posso assistir de camarote, ok? Porque a partir do momento que tu avisas, a partir do momento que te dizem calma, calma, isto, isto vai lá, isto vai lá, calma, não te precipites, não te precipites. Pá, já fizeste a tua parte que era avisar, fizeste a tua parte que era tentar fazer o máximo possível. Quando mesmo fazendo isso, as outras pessoas que lá está, deveriam resolver a cena, não resolvem, só podes assistir de camarote.

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