Episódio 364: Cores, valores & fanfics artwork

Episódio 364: Cores, valores & fanfics

#oPutoDeBarba

December 15, 2025

Mais uma semana, e este título é uma homenagem ao título de um álbum, mais um evento que presenciei, e que mais parecia uma fanfic... Estamos aí a caminho dos restos de 2025... Por isso, ya, boa semana!
Speakers: José Zero Silva
**José Zero Silva** (0:20)
Olá, putos barbudos, sejam bem-vindos ao tricentésimo, sexta-jésimo quarto episódio do Puto Barbo, o nosso podcast segunda-feiras. Tudo bem com o Bosco? Comigo? Pá, tá tudo ok. Ainda continuo por casa e vou continuar até, hum, até 2026 Agora já só volto a trabalhar em 2026 Isto porquê? Porque o médico do seguro atualizou a minha baixa até o dia 23 de dezembro e eu começo as férias no dia 22 Ou seja, só volto em 2026 para o trabalho. O que é que se passou? Passou-se que foi assim uma cena um bocado deprimente, porque imaginem, tínhamos aquela situação de ai, esta injeção vai-te pôr fino e o caralho. E efetivamente, pois, ok, efetivamente pois, tomei a injeção, logo no dia seguinte não fiquei a 100%, mas depois no dia seguinte, ou seja, passado dois dias da injeção, pá, estava bom, ok, estava fixe. Qual é que é o problema? Eu fui à consulta na quarta e na terça, meu, começou-me a doer as costas e a perna loucamente, tipo a perna direita estava-me a doer loucamente, tive de parar e esticar a perna, pousá-la em cima de um banco ou assim, porque não conseguia, não conseguia, estáis a ver. E então essa cena deixa-me um pouco triste, porque é tal cena, imaginem. Ok, já estás a recuperar, já vais voltar e afinal não. E afinal não, afinal tens ali um revés na tua recuperação. O médico ficou um bocado fudido, ficou um bocado fudido, passou-me fisioterapia. Ele também chegou atrasado, porque a consulta era às duas e um quarto e ele chegou tipo às duas e meia para aí. E então, claro, queria despachar aquela cena, passou-me fisioterapia, que agora já marquei. E eu estou a gravar isto no dia 11 de dezembro de 2025 e a primeira consulta de fisioterapia será, ou a primeira sessão de fisioterapia será amanhã, dia 12 às 5 da tarde. Por isso, por isso que há. Vamos ver, ficará depois para o próximo episódio, mais atualizações, mas vamos ver como é que será. Também, entretanto, depois já só há mais dois episódios. Aí, este e mais dois episódios até ao fim do ano. Deixem só eu ver aqui uma cena. Ok, que para manter a tradição, será então um especial de Natal, para ver o avanço da inteligência artificial. E o tops há muitos. Ok, está bem, é só para saber que é para eu não me perder, porque senão... Ok, está bem, está bem, está bem. Mas pronto. Vamos ver então como é que corre. Confesso que já estou a ficar um pouco farto de estar em casa. E então, vamos ver, vamos ver. Para falar em ficar em casa, hoje então está a decorrer a greve geral, que pá, é a primeira greve geral em 12 anos da CGTP e da UGT em conjunto. Ok pá, estou aqui a ver uma notícia que me surpreende, que é... Primeiro temos as notícias do governo a dizer que a maioria esmagadora do país está a trabalhar, mas tem aqui uma notícia interessante, que é BCP pediu serviços mínimos pela primeira vez numa greve geral. E pá, por norma, pessoal que trabalha em bancos não ganha mal. Ok, por isso... Pois, e depois, lá está, depois, estamos aqui a ver cada um a puxar a brasa à sua sardinha, que é... O governo diz que só 10% aderiu à greve, e a CGTP diz que há setores que ultrapassam uns 90%. Pá, sendo muito sincero, parece-me um momento certo para esta greve, porque temos aqui um pacote laboral que é no mínimo assustador. E, então, se os trabalhadores cada vez têm menos direitos, e se ainda há um direito que lhes resta, que é um direito, se calhar, o mais importante de todos, que é o direito à greve, pá, haja por bem usá-lo. Isto depois ainda bem num momento em que já passou aquele estado de graça do governo, que é aquele do escofusco que durou ali, sei lá, seis meses depois de ser eleito, e, pá, onde é que estão essas melhorias todas que iam acontecer, estáis a ver? Não ia mudar tudo em 60, 90 dias. Pá, está tudo igual ao pior, estáis a ver? Então, já, e então o pessoal também começa a cada vez ter menos tolerância. Mas, basicamente, são medidas que pretendem aumentar com a precariedade e que pretendem dar ainda mais poder ao patrão do que ao empregado, porque tu ouves muito aquela ladainha de quem trabalha, quem trabalha, pelo menos, no setor privado, e por conta de outrem, houve muita aquela ladainha de que se vocês soubessem como é difícil ser patrão, pá, é incrível porque há uma minoria de pessoal que usa essa cena e que, por algum motivo, voltou a trabalhar por conta de outrem, porque é boé fudido ser patrão, mas, pá, nunca na vida trocavam isso por trabalhar por conta de outra pessoa. E então, pá, houve-se todos os dias aquela fanfic de, ai, é muito complicado despedir um trabalhador, tipo, a Cília Meirelles disse que é, em Portugal, que é mais fácil ter acesso ao divórcio do que despedir um trabalhador. Pá, e bem, e bem, ok, porque imaginem o que é que é, tu seres uma mulher que és agredida pelo teu marido e não te consegues divorciar porque, pá, porque não, porque é complicado, não. E pá, vamos ser sinceros, se vivemos numa sociedade capitalista em que a base da nossa sociedade é nós vendemos tempo do nosso lazer em troca de dinheiro para podermos comprar merdas que precisámos com diferentes graus de importância, a partir do momento que tu vives numa sociedade em que se uma pessoa não trabalhar não consegue pagar uma renda, em que tu vives numa sociedade em que uma pessoa mesmo a trabalhar não consegue pagar uma renda ou uma casa, se calhar, com bem as pessoas terem alguma proteção laboral. Digo eu, porque imaginem, se neste momento, está como está, tu comprares uma casa já é uma cena que tu te vais endividar para o resto da vida, imagina tu fazeres isso sem conseguires ter um contrato efetivo de trabalho. É para esquecer, é para esquecer, tipo. Assusta-me que estas medidas sejam postas em cima da mesa e só me leva a crer que o pessoal que governa o nosso país não conhece o país real, porque basta ver o pessoal da minha idade, tipo, eu não vejo ninguém a comprar casa sem ter alguma estabilidade no seu trabalho, ok? Acho que é a primeira cena que tu pensas, é. Ok, tens estabilidade no teu trabalho, cheque. Tens estabilidade na tua relação, cheque. Tens estabilidade na tua vida cotidiana, cheque. Ok, vamos avançar para comprar casa. A partir do momento que tu perdes um desses cheques, que é a estabilidade laboral, como é que tu podes pensar além? Por isso, quem fez greve, tenho meu apoio. Quem não fez também, percebo, porque é tal cena. Cada dia que tu faltas é te descontado o salário. E então também percebo isso. Mas pá, vamos ver. Vamos ver se isso vai mudar alguma coisa. Depois só analisando os números e... Mas eu acho que não, pá. Acho que não, porque... Porque o governo escolheu um caminho que é apoiar cegamente a ministra do trabalho. E pá, e é bem engraçado ler a... a equipédia da ministra do trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, porque lá está, pá, porque... é sempre bom ter alguém à frente do do Ministério do Trabalho, alguém que nos defende, alguém que... que é herdeira do primeiro quão de Dunhão, pá. O que é que é o quão de Dunhão? Título nobiliárquico, criado por Dom Filipe III a favor de Dom Fernando Teles Menezes, e também do primeiro quão de Vila Pocadeguiá. Por isso lá está, pá, é sempre interessante ter alguém que... que é nobre, assim, a falar com o... a falar de assuntos do dia a dia. É sempre interessante. E além disso, a outra mãe é da, pá, primeira irmã, não sei o que é que é uma primeira irmã, da atriz Catarina Wallenstein e do ator Pedro Granjean. Por isso, pá, não sei o que é que é a primeira irmã, porque é a anúncia comer uns aos outros. É isso. Não, isto é boeda estranho, porque de certeza, de certeza que há alguém que escreve as equipédias para este pessoal da nobreza, porque imaginem, aqui na biografia da ministra do Trabalho diz assim. Nascida em Lisboa, a 18 de setembro de 1960, é filha de Jaime Lemos Rebelo Pinto e de sua mulher, Helena Maria Firmino, cansado e valente. É irmã mais velha da escritora Margarida Rebelo Pinto, primeira irmã da atriz Catarina Wallenstein e do ator Pedro Grandia, e sobrinha 11ª Neta Natural do 9º Senhor de União, título de Juro e Herdade, e 1º Conde de União e do 1º Conde de Vila Pocataguiar. Casou catolicamente no cartaz, em Ponte Lével, a 27 de agosto de 1983, com António Manuel Palma Ramalho, que nasceu a 18 de setembro de 1960 Olha, o gajo nasceu no mesmo dia que ela. Naah, ele foi em 20 de agosto, meu. Ok, está aqui algum erro, mas pronto. Licenciada em Direito, em 1983, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, que entre 2004 e 2006, desempenhou o cargo de presidente do Conselho de Administração da CP, com o Bois de Portugal, do qual tem duas filhas, Maria Inês Rebelo Pinto Palma Ramalho, que nasceu a 7 de outubro de 1985 Licenciada em Direito pela Faculdade de Direitos da Universidade de Lisboa, advogada sênior associada, e Maria Leonor Rebelo Pinto Palma Ramalho, 4 de abril de 1991 Licenciada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, designer freelancer. De certeza que é o desgosto da família. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direitos da Universidade. Pronto, aqui é só cenas da carreira dela. Mas depois, se carregar aqui no Pedro Granje, e se for à vida pessoal dele, diz assim. Pedro Granje é solteiro e vive em Lisboa. É filho de António José de Santa Marta Granje Rodrigues, bisneto de um francês e trineto do segundo vizcone de Andalus, antes barão de Andalus, ok? E de sua mulher, Maria Teresa de São Luís Guerra Tavares. Lourenço Marques, 21 de junho de 1951 Para quem não sabe, Lourenço Marques é a atual Maputo. Irmão de Margarida Guerra Tavares Granje Rodrigues, 4 de junho de 1977, solteiro e sem geração. Tipo, e por que é que esta merda está aqui, meu? Por que é que esta merda está aqui? Solteiro e sem geração e de Francisco Guerra Tavares Granje Rodrigues, 15 de janeiro de 1985, que casou em Lisboa, na Vasílica da Estrela, a 3 de agosto de 2013 com Mariana Hilda Horhort Barbosa da Cruz, Lisboa, 9 de julho de 1987, advogada, tétraneta de um inglês e sobrinha tétraneta do primeiro barão de Horhort. Saca bem, esqueçam, isto é tudo pessoal da nobreza, caralho. E a Catarina Valancein também é da nobreza. Ah, ela como é das artes, não tem aqui nada da... Ok pá, estou aqui. Pá, estava a falar de greve e de repente vamos para a nobreza portuguesa. Por isso, não sei, acho que ter um nobre ou um descendente de nobres como ministra do trabalho, acho que é o caminho certo. Por isso, acho que fazemos bem. Mas pronto, veremos então os resultados desta greve geral e vamos então falar do fim de semana passado, porque eu já me perdi. Mas pronto, então no fim de semana passado, eu e a senhora engenheira fomos ao Porto, porque fomos almoçar com o irmão de senhora engenheira, que está a estudar no Porto e então não veio a casa este fim de semana. Então fomos lá ter com ele, fomos almoçar e escolhemos aqui um sítio que eu desconhecia, a senhora engenheira também desconhecia, mas pronto, apareceu-nos assim no de forco, foi um dos que apareceu e então fomos lá. Eu queria era que aparecesse aqui o menu por com gaios. Ok, então fomos lá. Fomos ao Casa Vasco na Rua do Padrão, no Porto. Aquilo é num sítio, deixa eu ver se consigo ver algum ponto de referência. Opa, é perto da Foz, ok? É perto da Foz, por isso. Aquilo parece, aquilo tem um conceito. O conceito daquilo parece quase um daqueles, daqueles restaurantes franceses, talvez, que não tem assim muito espaço, mas que eles que metem, mas eles metem para lá as pessoas na mesma, estáis a ver? Parece quase isso. Nós fomos lá e comemos. O que é que nós comemos? O que é que nós comemos? Aquilo basicamente tem assim petiscos e depois tem hambúrgueres, também tem bifes e depois tem algumas cenas com peixe, tais a ver? Tipo saladas e essas cenas. Mas pronto, não tem assim muita diversidade. Lá está. Nos petiscos tem muita cena e nós então pedimos uns rolinhos de alheira, pedimos uns ovos rotos com presunto e depois fomos ao Burger and Cheese BBQ, que é o hambúrguer clássico. Pá, estava tudo bom, ok. Lá está. Os ovos rotos já comi melhor, já comi melhor, até digo mais, já comi melhor cá em casa. Ok, já comi melhor cá em casa. Os rolinhos de alheira gostei e depois fomos então ao hambúrguer, que estava muito bom. Ah, com bem... Exato, exato, porque depois isto aqui no no fim do menú de Zioskin, o restaurante disponibiliza uma sugestão de gratificação, 5%, não sendo a mesma de caráter obrigatório. Para mais informações ou consulta detalhada dos referidos produtos, contacte os nossos colaboradores. E pá, isto foi interessante porque nós comemos, estava tudo então muito bom, não sei o que. Mas depois, então venha a conta e pá, tinha dois preços. Tinha então o preço normal e tinha o preço com uns 5% a mais. E é tipo, amigo, vai para o caralho, vai para o caralho. Isto porquê? Isto porque nós tínhamos pedido mesa lá dentro e então não nos deram a mesa lá dentro, sendo que pá, estava vazio. Ok, quando nós chegámos estava vazio, depois começou a chegar mais gente, mas não encheu, porque aquilo tinha mais mesas. Só que é tal cena, aquilo é um espaço pequeno e nós éramos três e tipo, mesas para quatro deve ter para aí duas ou três, estáis a ver? E se calhar encheu essas de quatro, será que foi isso? Não sei pá, não sei. Mas foi assim um pouco estranho. Notava-se que aquilo era assim um pouco situ beto, estáis a ver? Pelo pessoal que ia lá. Estou aqui a ver. Ok, estou aqui a ver que isto é um grupo de restaurantes e o chefe principal é um gajo chileno, por isso já. Mas pronto, estava ok. O preço, se calhar, estava assim um bocado salgaz, estáis a ver? Mas estava tudo muito saboroso, por isso já. Depois disso, fomos então ao... Fomos a Serralves, que estava lá a decorrer o mercado de Natal. Perdemos-nos um bocadinho, é verdade, porque comprámos umas cenas lá. Eu até tenho de ver... Exato, foi da artista Catarina Peixoto ID, catarinapechoto.id no Instagram, que estava a vender algumas ilustrações lá em Serralves, estava a vender postais e não sei o quê. Ok, e aqui também tem cenas no Art Club e isso. E pá, uma cena que me chama muito a atenção foi o orgulho, o orgulho que aquele pai, o pai dela, tinha... Ok, acho que ela é de Guimarães, meu. Tinha a noção que ela era do Porto, mas acho que é de Guimarães. Ok, e nós então, pá, nós comprámos lá algumas cenas, depois o senhor Aginina viu uns brincos também, também comprou. É o problema, é o problema destes mercados de Natal, pá. São muito bonitos, são. Ali em Cerralbes, lá está. Nós fomos depois de... depois do almoço, estava tranquilo, depois lá está, começou a chover e foi o timing perfeito para nos virmos embora. Tinha lá muita diversidade, também, entretanto, já acabou, porque era de 6 a 8 Acho que era de 6 a 8, com entrada gratuita. Por isso, pá, foi interessante, foi interessante. Depois ainda aproveitámos para dar também um passeio no Jardim de Cerralbes, que é sempre um sítio bonito. E pá, e senhor engenheiraz que nunca tinha ido a Cerralbes, por isso, mais uma vez, eu a mostrar-lhe o mundo. Por isso, já. Depois, pá, viemos então para Braga, porque íamos ter um jantar, um jantar com um casal. E pá, ficámos boé dececionados, porque até estávamos naquela cena de pá, vamos só a casa dar de comer ao Fausto e depois saímos para aproveitar as luzes de Natal. E ah meu, vamos a Braga, porque Braga costuma ter sempre boé de luzes. E pá, estavam raquíticas, ok? Estavam raquíticas. Por isso, pá, fiquei desiludido. Digo-vos já, se querem ver luzes de Natal e se estão indecisos entre Braga e Vizela, pá, vão a Vizela, por exemplo. Vizela parece estar, apesar de ser, assim, um sítio mais pequeno, parece estar melhor iluminado e tudo. E depois é tal cena, pá. Depois é tal cena que é. Nós chegamos a esta altura e cagamos no bom senso que é. E bem, elas estão raquíticas. E bem, porque é tal cena, meu? Porque, pá, para quê estar a gastar dinheiro em luzes de Natal e o caralho? Não há outras prioridades. Mas, por outro lado, meu, o nosso lado irracional, acha que, pá, tem de ser uma cena grandiosa, meu, tem de ser uma cena grandiosa. Então fiquei um pouco deslutido. Depois, pá, fiquei espantado quando esta semana fui à FNAC, fui levantar uma encomenda e, pá, à minha frente estava um senhor, devia ter uma idade compreendida entre os 400 e os 50 E, pá, o gajo estava com um livro, que eu até vou buscar a minha edição desse livro.

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