**Cristina Junqueira** (0:00)
Olá, eu sou a Cris Junqueira e eu vou te mandar um áudio. Primeiro livro que eu queria falar aqui é o livro do Bob Iger, que é o antigo CEO da Disney, hoje chairman da Disney, chama Onde os Sonhos Acontecem.
É um livro que conta a trajetória dele de carreira, mas principalmente focada nos anos dele à frente da Disney. E ele tem um olhar muito transparente, muito sóbrio, sobre muitas coisas que aconteceram. Ele conta em detalhes, aquisições estratégicas que a Disney fez ao longo do tempo, a Pixar, a Lucasfilm, a Marvel. E é muito impressionante como ele junta diversos temas. É um livro muito multidisciplinário. Então ele fala de estratégia, ele fala de negócios, ele fala do papel da tecnologia, ele fala de transações, de fusões e exceções, ele fala muito de liderança. Então é um livro que é bem completo com uma história super interessante de uma empresa que eu, pessoalmente, admiro muito. Já falei muito aqui sobre quanto a Disney influencia a gente e que tem esse olhar dos bastidores, do que estava acontecendo por trás, do que a gente viu acontecendo depois nos jornais. Tem uma frase dele no livro que, acho que me marcou bastante e que é bem inspiradora que vou dividir aqui com vocês. Ele fala que não esteja no negócio de ser cauteloso, de ter cuidado. Ele fala, esteja no negócio de criar possibilidades grandiosas, porque a coisa mais arriscada que você pode fazer é só manter o status quo. Realmente, concordo. Outro livro que eu queria comentar é um livro que chama O Lado Difícil das Situações Difíceis, de um cara chamado Ben Horowitz, que é um empreendedor, hoje investidor de Venture Capital nos Estados Unidos. Gente, esse é um livro que eu recomendo sempre para as pessoas que querem empreender, que estão pensando em empreender, que estão empreendendo. É um dos melhores livros que eu já li. Inclusive, eu estou relendo ele pela terceira vez agora. É um livro que os anos passam e de vez em quando eu me pego voltando nele, porque ele tem realmente passagens muito, muito interessantes. Eu já falei muito sobre como empreender, gente. É muito difícil, não é para todo mundo. E o Ben, ele faz um trabalho muito bacana de mostrar todo o lado, tudo o que está por trás ali, sabe? O que é difícil, que não é só essa questão do glamour, só o impacto positivo. Pelo contrário, assim. Tem um capítulo inteiro que ele só fala de tudo que dá errado, de como difícil é. E realmente é muito inspirador para você conseguir ter resiliência para uma jornada que muitas vezes é tão dura. Você só aprende o que você precisa fazer quando as coisas dão errado, depois que elas dão errado. Então, ele decidiu dividir bastante, as coisas deram muito errado para ele antes de darem certo. Enfim, é um livro muito bom. E uma das coisas que eu mais gosto, que essa semana eu repeti para várias pessoas depois de ter lido de novo, ele fala que tocar um negócio exclusivamente baseado em números é que nem pintar com números, aqueles desenhos que você vai pintando um númerozinho, cada um com uma cor. É para amadores. E eu concordo super com isso. Eu sou engenheira, tenho uma perspectiva quantitativa muito aguçada, adoro uma planilha, adoro fazer conta. Mas eu brinco que números e a matemática e essa parte analítica é fácil, porque tem resposta. Você consegue fazer uma conta e chegar numa resposta. As perguntas são realmente difíceis, não tem número que te resolva responder. Entendeu? Que te ajude a responder. Então é muito, muito importante a gente ter essa outra perspectiva do que vai além dos números. Excelente dica. Tem um outro livro que marcou muito a minha vida, a minha carreira, que chama Como Avaliar a Sua Vida, de um cara chamado Clayton Christensen, que inclusive faleceu recentemente, mas que era um gênio. Ele que inventou o termo disruptivo, disruptão, né? Quando ele escreveu sobre o dilema do inovador. Ele era um professor de Harvard, inclusive. Ele era fantástico. Ele escreveu esse livro depois que ele foi diagnosticado com o câncer, com o mesmo tipo de câncer que, inclusive, matou o pai dele. E ele faz uma grande reflexão sobre a vida, sobre como a gente, às vezes, pensa tanto em negócios, como a gente pensa tanto na nossa carreira, e não necessariamente a gente pega os mesmos princípios que a gente aplica para tocar negócios e para pensar na nossa carreira, para a nossa vida como um todo. Isso me ajudou muito num período que eu estava fazendo uma grande reflexão antes de fundar o Nubank, no que eu queria para mim, como que eu queria definir sucesso. E esse livro e as reflexões que ele faz ali foram fundamentais para mim. Me marcou muito. E é um livro que eu recomendo muito, muito mesmo para todo mundo aí que quer pensar diferente sobre a sua própria vida. Tem um outro livro esse que é o da Michelle Obama, né, que chama Minha História. E é uma biografia, né, ela conta essencialmente a história dela, desde quando era criança da família dela, onde ela cresceu, como é que foi para ela estudar, os ambientes pelos quais ela passou. E, gente, uma das mulheres mais poderosas do mundo, né, numa perspectiva muito humana, contando, sob o ponto de vista dela, o ângulo de várias coisas que aconteceram aí na história dos Estados Unidos ou até do mundo. É um relato muito sincero, muito profundo, com uma perspectiva muito rica, com olhares aqui femininos, o olhar de uma mulher negra também, que enfrentou muitas coisas em função disso na vida. Um livro muito inspirador, muito inspirador. E tem um pensamento dela que eu gosto muito, que eu também trouxe para várias outras pessoas com quem eu dividi. Ela fala que as pessoas que são realmente fortes, elas levantam as outras, elas ajudam as outras a ser melhores, elas trazem outras pessoas junto com elas. E é um pouco do que eu tento fazer também e tento inspirar outras pessoas a fazer. Para terminar, tem um livro que não é tão conhecido, ele é recente, mas que eu ainda não terminei, estou gostando muito dele, estou na metade, mas já quero recomendar aqui para vocês, que chama A Vida Perfeita Não Existe, da Dayana Garpin. Gente, é libertador você entender isso, que a vida perfeita não existe. Acho que a gente passa tanto tempo na vida buscando uma felicidade inatingível, uma perfeição inatingível, acho que especialmente as mulheres, mas não só as mulheres. A gente tem essa idealização de que a gente precisa viver aquela felicidade plena o dia inteiro, que você acorda de manhã e o céu está azul, e o sol brilha, os passarinhos cantam.
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